technon
Sex, 17 de Julho de 2009, 15:10
http://www.tamadrum.co.jp/artist/images/pic/Brann_Dailor.jpg
Tama: Vamos começar pelo inicio. Quando começaste a tocar bateria? Tiveste aulas?
Brann: Comecei a tocar com 3 ou 4 anos. Sem aulas. Era autodidacta. Quando tinha cerca de 3 ou 4 anos ia para o sótão. O meu avô tocava numa banda com o meu tio portanto o kit dele estava no sótão com outros instrumentos. Era natural para um miúdo querer bater nas coisas. Eu via a bateria e abraçava-a e apenas queria tocar nela. Apaixonei-me pela bateria. Eram bons tempos. Era como um brinquedo e ainda penso assim. Com cerca de 8 ou 9 anos o meu pai sugeriu que tivesse aulas de bateria porque quando andava de carro com ele a ouvir The Police eu batia com as mãos ao ritmo da música e ele reparou que eu conseguia manter o ritmo, portanto sugeriu as aulas. Cheguei a ir a uma aula mas não era para mim. Esperava entrar e tocar “como um maluco” mas era disciplinado como uma escola. “Senta-te e toca na tarola ‘R L RL’ Isto não presta, não presta.” A bateria nunca foi como a escola, era o meu brinquedo, era uma coisa divertida e eu adorava fazê-lo. Depois o meu pai perguntou-me se tinha gostado ao que respondi que tinha odiado e que não ia lá mais. Se tivesse tido algumas aulas provavelmente tinha mais estrutura. Nunca é tarde demais para ter aulas, ainda gostaria de ter. Há, sem duvida, rudimentos e livros que ao longo do tempo podem ser bastante úteis se tirarmos proveito deles. Mas totalmente, pelos livros não tem piada.
Tama: Estiveste sempre interessado em música extrema?
Brann: Estive sempre. A minha mãe estava numa banda e o meu padrasto era o baterista. Ele tinha um kit estilo Neil Peart – 16 peças e 25 pratos e sem peles de resposta. Esteve na sala até aos meus 10 anos. Quando não estava ninguém eu esgueirava-me e ia tocar mas era sempre apanhado. Quando somos miúdos não temos noção de quão obvio é quando estamos a tocar. Eles tocavam covers de Rush, Judas Priest e Black Sabbath. E antes do meu padrasto o meu pai ouvia King Crimson e punha-me a ouvir “Bitches Brew” com 2 anos – entre Beethoven, Mozart, John Coltrane e Frank Zappa. Os meus pais eram hippies estilo Zappa, totalmente na onda da música “marada”. Tive sorte por os meus pais serem nerds da musica e me terem ensinado bem. Há imagens minhas no nosso myspace enquanto miúdo com 9 anos a fazer “head banging” – com cinto de metal, cabelo loiro comprido e calças de pele falsa. Aos 13-14 eu e os meus amigos ouvíamos Slayer, Metallica e o trash metal era cada vez mais forte. Tentávamos imitar o Dave Lombrado e o Lars Ulrich. Eu era o miúdo com a bateria na cave e vários miúdos vinham tocar comigo todos os dias. Começei a tocar mais a sério. Era mais que tocar, estávamos a escrever música. “Estamos a tocar metal, isto é fantástico.” No princípio dos anos 90 fiquei mais técnico. Descobri Mr. Bungle… era constante esta procura pela música mais bizarra que conseguisse encontrar. Voltei ao prog rock e ao jazz e tentei combinar isso com aquilo que estávamos a escrever – quando estava na minha primeira banda, Lethargy. O meu estilo provinha de tocar com tantos guitarristas diferentes – também nunca soube acompanhar um baixo por causa disto. Os guitarristas estavam sempre a tentar fazer melhor então eu tentava acompanha-los no meu kit de 6 toms. Continuo a fazer isso actualmente. Quando a minha banda toca as suas partes mais complexas tento acompanha-los, sei apenas quando é o momento correcto.
Tama: Em que trabalhaste para desenvolver a tua independência e velocidade na bateria?
Brann: Em nada. (ha-ha) Apenas dou tudo a tocar. Quando toco sozinho sou como um animal – como os Marretas. Sempre fui demasiado preguiçoso para ser disciplinado e praticar rudimentos e paradiddles. Mas pratico rolls e fills. Gosto de tocar sozinho mas prefiro tocar com um guitarrista. Para mim a melhor maneira de tocar é a acompanhar alguma musica. É o que faz mais sentido para mim. A menos que estejas a inspirar uns nativos a irem para a guerra, ou qualquer coisa assim, a bateria não deve estar sozinha. Um solo de bateria é fixe. Gosto de ver o Bonham a fazer o seu solo Moby dick mas para mim tem a ver com a escrita da música. Eu sobressaio-me mais com riffs – carne e batatas e experimentar ritmos para construir algumas músicas. Não sou o melhor a construir ritmos complexos. Prefiro acompanhar a música e fazer fills. Se toda a gente tocasse bateria exactamente da mesma maneira seria muito entediante.
Tama: Antes da formação de Mastodon, tocaste com o guitarrista Bill Kelliher noutros dois grupos de rock conhecidos, Lethargy e Today is the Day. Tocar com o Bill é como uma 2º natureza nesta altura?
Brann: Eu espero que ele esteja lá. Se eu estiver a fazer alguma coisa, ele está lá. É o meu melhor amigo. De todas as minhas bandas, Mastodon é a que durou mais até agora. Já estou habituado. Mastodon conseguiu satisfazer a minha sede musical. Mastodon é uma banda em que consigo envelhecer graciosamente com ela. Há alguns grupos por aí que se sentiriam estúpidos nos seus 50 anos a fazer o que fazem, mas eu consigo envelhecer com isto e ficar bem.
Tama: Antes da formação de Mastodon, tocaste com o guitarrista Bill Kelliher noutros dois grupos de rock conhecidos, Lethargy e Today is the Day. Tocar com o Bill é como uma 2º natureza nesta altura?
Brann: Eu espero que ele esteja lá. Se eu estiver a fazer alguma coisa, ele está lá. É o meu melhor amigo. De todas as minhas bandas, Mastodon é a que durou mais até agora. Já estou habituado. Mastodon conseguiu satisfazer a minha sede musical. Mastodon é uma banda em que consigo envelhecer graciosamente com ela. Há alguns grupos por aí que se sentiriam estúpidos nos seus 50 anos a fazer o que fazem, mas eu consigo envelhecer com isto e ficar bem.
Tama: Podes fazer-nos uma descrição do teu kit actual? Foi este kit que usaste na gravação do novo álbum?
Brann: Toco numa Tama Starclassic Bubinga com uma tarola Warlord Spartan. Uso toms suspensos de 10”, 12” e 14”, um floor tom de 18” e um bombo de 22”. Tenho um crash de 20” no meu lado direito, um de 18” no meu lado esquerdo, um ride de 21” do meu lado esquerdo e uns hats de 14”. No último álbum usei 10”, 12”, 13”, 16”, mas subi um tamanho em alguns toms porque o álbum “Crystal Skull” precisava de toms maiores ao vivo para dar aquele som mais tribal.
Tama: Porque preferes usar um pedal duplo em vez de 2 bombos?
Brann: Era mesmo uma coisa de adolescente em tour. No nosso primeiro concerto tive de eliminar bastante equipamento para caber no carro. Era uma necessidade. Tive de pedir um pedal duplo emprestado a um amigo e acabei por usar essa configuração e é basicamente a mesma que uso actualmente. Tinhamos montes de concertos e não queria que fosse um problema constante. Portanto tive de tirar peças para evitar ter de fazer 2 viagens para cada espectáculo.
Tama: Tens um kit relativamente simples comparado com a maioria dos bateristas de metal e progressive. Porquê esta escolha e sempre preferiste um kit mais prático?
Brann: É apenas o que me habituei a ter. Não penso em mudar a minha configuração. Quando se trata da configuração não quero que nada se meta no caminho para compor. Talvez adicione novamente um china ao meu kit, e um bell porque consigo construir ritmos bacanos com ele. Talvez tente outra vez.
Tama: O que vem a seguir para os Mastodon? Estás envolvido noutro projecto actualmente?
Brann: Paralelamente tenho tocado com a banda do Brent. – “Friend Without a Face”. È uma banda simples coutry-rock-surfer-guitar band. É esquisita, é fixe, é diferente. É divertido de se fazer. Não é demasiado intenso. È mais simples e é uma oportunidade de provar que consigo tocar um ritmo sólido sem fills. A música é boa. Mastodon é mais escrever todos os dias no nosso espaço de ensaios. Cada oportunidade para criar algo novo é excelente – estamos a bater com as cabeças na parede para termos a certeza que é o melhor que podia ser.
Tama: Recentemente tens feito algumas Clinics como a PASIC e Modern Drum Festival em 2006. Como foram essas experiencias e vês-te a fazer mais clinics no futuro?
Brann: Talvez… foi assustador para mim. Não sou esse tipo de baterista. Nunca tinha feito clinics antes e não estou no mesmo campeonato que alguns bateristas que fazem disto vida estão. Tecnicamente faço a mesma coisa – tocar para as pessoas todos os dias, mas faço-o com a banda. Dá mesmo cabo dos nervos. Eu não sou do tipo de fazer solos. Eu toco a música. Não tenho realmente um conselho estruturado. Bem, tenho conselhos, penso eu, mas não sei até que ponto são relevantes.
Tama: Qual é o teu conselho para os bateristas?
Brann: Estejam inspirados, não frustrados, por bateristas que são melhores que vocês. Era um problema que tinha quando era mais novo. Ficava tão frustrado quando via um baterista fenomenal; ficava deprimido porque nunca iria ser tão bom. Percebi que tinha de ser uma inspiração. Aquele baterista quer ser melhor também. Também tentem ser criativos quanto possível. Se tiverem aulas, usem-nas para vosso proveito. Lutem para ser diferentes em alguns aspectos. Nunca deixem o vosso ego interferir com a música. Nunca serás tão bom baterista quanto aquilo que está na tua cabeça… e tenta mantê-lo assim.
cumps
Tama: Vamos começar pelo inicio. Quando começaste a tocar bateria? Tiveste aulas?
Brann: Comecei a tocar com 3 ou 4 anos. Sem aulas. Era autodidacta. Quando tinha cerca de 3 ou 4 anos ia para o sótão. O meu avô tocava numa banda com o meu tio portanto o kit dele estava no sótão com outros instrumentos. Era natural para um miúdo querer bater nas coisas. Eu via a bateria e abraçava-a e apenas queria tocar nela. Apaixonei-me pela bateria. Eram bons tempos. Era como um brinquedo e ainda penso assim. Com cerca de 8 ou 9 anos o meu pai sugeriu que tivesse aulas de bateria porque quando andava de carro com ele a ouvir The Police eu batia com as mãos ao ritmo da música e ele reparou que eu conseguia manter o ritmo, portanto sugeriu as aulas. Cheguei a ir a uma aula mas não era para mim. Esperava entrar e tocar “como um maluco” mas era disciplinado como uma escola. “Senta-te e toca na tarola ‘R L RL’ Isto não presta, não presta.” A bateria nunca foi como a escola, era o meu brinquedo, era uma coisa divertida e eu adorava fazê-lo. Depois o meu pai perguntou-me se tinha gostado ao que respondi que tinha odiado e que não ia lá mais. Se tivesse tido algumas aulas provavelmente tinha mais estrutura. Nunca é tarde demais para ter aulas, ainda gostaria de ter. Há, sem duvida, rudimentos e livros que ao longo do tempo podem ser bastante úteis se tirarmos proveito deles. Mas totalmente, pelos livros não tem piada.
Tama: Estiveste sempre interessado em música extrema?
Brann: Estive sempre. A minha mãe estava numa banda e o meu padrasto era o baterista. Ele tinha um kit estilo Neil Peart – 16 peças e 25 pratos e sem peles de resposta. Esteve na sala até aos meus 10 anos. Quando não estava ninguém eu esgueirava-me e ia tocar mas era sempre apanhado. Quando somos miúdos não temos noção de quão obvio é quando estamos a tocar. Eles tocavam covers de Rush, Judas Priest e Black Sabbath. E antes do meu padrasto o meu pai ouvia King Crimson e punha-me a ouvir “Bitches Brew” com 2 anos – entre Beethoven, Mozart, John Coltrane e Frank Zappa. Os meus pais eram hippies estilo Zappa, totalmente na onda da música “marada”. Tive sorte por os meus pais serem nerds da musica e me terem ensinado bem. Há imagens minhas no nosso myspace enquanto miúdo com 9 anos a fazer “head banging” – com cinto de metal, cabelo loiro comprido e calças de pele falsa. Aos 13-14 eu e os meus amigos ouvíamos Slayer, Metallica e o trash metal era cada vez mais forte. Tentávamos imitar o Dave Lombrado e o Lars Ulrich. Eu era o miúdo com a bateria na cave e vários miúdos vinham tocar comigo todos os dias. Começei a tocar mais a sério. Era mais que tocar, estávamos a escrever música. “Estamos a tocar metal, isto é fantástico.” No princípio dos anos 90 fiquei mais técnico. Descobri Mr. Bungle… era constante esta procura pela música mais bizarra que conseguisse encontrar. Voltei ao prog rock e ao jazz e tentei combinar isso com aquilo que estávamos a escrever – quando estava na minha primeira banda, Lethargy. O meu estilo provinha de tocar com tantos guitarristas diferentes – também nunca soube acompanhar um baixo por causa disto. Os guitarristas estavam sempre a tentar fazer melhor então eu tentava acompanha-los no meu kit de 6 toms. Continuo a fazer isso actualmente. Quando a minha banda toca as suas partes mais complexas tento acompanha-los, sei apenas quando é o momento correcto.
Tama: Em que trabalhaste para desenvolver a tua independência e velocidade na bateria?
Brann: Em nada. (ha-ha) Apenas dou tudo a tocar. Quando toco sozinho sou como um animal – como os Marretas. Sempre fui demasiado preguiçoso para ser disciplinado e praticar rudimentos e paradiddles. Mas pratico rolls e fills. Gosto de tocar sozinho mas prefiro tocar com um guitarrista. Para mim a melhor maneira de tocar é a acompanhar alguma musica. É o que faz mais sentido para mim. A menos que estejas a inspirar uns nativos a irem para a guerra, ou qualquer coisa assim, a bateria não deve estar sozinha. Um solo de bateria é fixe. Gosto de ver o Bonham a fazer o seu solo Moby dick mas para mim tem a ver com a escrita da música. Eu sobressaio-me mais com riffs – carne e batatas e experimentar ritmos para construir algumas músicas. Não sou o melhor a construir ritmos complexos. Prefiro acompanhar a música e fazer fills. Se toda a gente tocasse bateria exactamente da mesma maneira seria muito entediante.
Tama: Antes da formação de Mastodon, tocaste com o guitarrista Bill Kelliher noutros dois grupos de rock conhecidos, Lethargy e Today is the Day. Tocar com o Bill é como uma 2º natureza nesta altura?
Brann: Eu espero que ele esteja lá. Se eu estiver a fazer alguma coisa, ele está lá. É o meu melhor amigo. De todas as minhas bandas, Mastodon é a que durou mais até agora. Já estou habituado. Mastodon conseguiu satisfazer a minha sede musical. Mastodon é uma banda em que consigo envelhecer graciosamente com ela. Há alguns grupos por aí que se sentiriam estúpidos nos seus 50 anos a fazer o que fazem, mas eu consigo envelhecer com isto e ficar bem.
Tama: Antes da formação de Mastodon, tocaste com o guitarrista Bill Kelliher noutros dois grupos de rock conhecidos, Lethargy e Today is the Day. Tocar com o Bill é como uma 2º natureza nesta altura?
Brann: Eu espero que ele esteja lá. Se eu estiver a fazer alguma coisa, ele está lá. É o meu melhor amigo. De todas as minhas bandas, Mastodon é a que durou mais até agora. Já estou habituado. Mastodon conseguiu satisfazer a minha sede musical. Mastodon é uma banda em que consigo envelhecer graciosamente com ela. Há alguns grupos por aí que se sentiriam estúpidos nos seus 50 anos a fazer o que fazem, mas eu consigo envelhecer com isto e ficar bem.
Tama: Podes fazer-nos uma descrição do teu kit actual? Foi este kit que usaste na gravação do novo álbum?
Brann: Toco numa Tama Starclassic Bubinga com uma tarola Warlord Spartan. Uso toms suspensos de 10”, 12” e 14”, um floor tom de 18” e um bombo de 22”. Tenho um crash de 20” no meu lado direito, um de 18” no meu lado esquerdo, um ride de 21” do meu lado esquerdo e uns hats de 14”. No último álbum usei 10”, 12”, 13”, 16”, mas subi um tamanho em alguns toms porque o álbum “Crystal Skull” precisava de toms maiores ao vivo para dar aquele som mais tribal.
Tama: Porque preferes usar um pedal duplo em vez de 2 bombos?
Brann: Era mesmo uma coisa de adolescente em tour. No nosso primeiro concerto tive de eliminar bastante equipamento para caber no carro. Era uma necessidade. Tive de pedir um pedal duplo emprestado a um amigo e acabei por usar essa configuração e é basicamente a mesma que uso actualmente. Tinhamos montes de concertos e não queria que fosse um problema constante. Portanto tive de tirar peças para evitar ter de fazer 2 viagens para cada espectáculo.
Tama: Tens um kit relativamente simples comparado com a maioria dos bateristas de metal e progressive. Porquê esta escolha e sempre preferiste um kit mais prático?
Brann: É apenas o que me habituei a ter. Não penso em mudar a minha configuração. Quando se trata da configuração não quero que nada se meta no caminho para compor. Talvez adicione novamente um china ao meu kit, e um bell porque consigo construir ritmos bacanos com ele. Talvez tente outra vez.
Tama: O que vem a seguir para os Mastodon? Estás envolvido noutro projecto actualmente?
Brann: Paralelamente tenho tocado com a banda do Brent. – “Friend Without a Face”. È uma banda simples coutry-rock-surfer-guitar band. É esquisita, é fixe, é diferente. É divertido de se fazer. Não é demasiado intenso. È mais simples e é uma oportunidade de provar que consigo tocar um ritmo sólido sem fills. A música é boa. Mastodon é mais escrever todos os dias no nosso espaço de ensaios. Cada oportunidade para criar algo novo é excelente – estamos a bater com as cabeças na parede para termos a certeza que é o melhor que podia ser.
Tama: Recentemente tens feito algumas Clinics como a PASIC e Modern Drum Festival em 2006. Como foram essas experiencias e vês-te a fazer mais clinics no futuro?
Brann: Talvez… foi assustador para mim. Não sou esse tipo de baterista. Nunca tinha feito clinics antes e não estou no mesmo campeonato que alguns bateristas que fazem disto vida estão. Tecnicamente faço a mesma coisa – tocar para as pessoas todos os dias, mas faço-o com a banda. Dá mesmo cabo dos nervos. Eu não sou do tipo de fazer solos. Eu toco a música. Não tenho realmente um conselho estruturado. Bem, tenho conselhos, penso eu, mas não sei até que ponto são relevantes.
Tama: Qual é o teu conselho para os bateristas?
Brann: Estejam inspirados, não frustrados, por bateristas que são melhores que vocês. Era um problema que tinha quando era mais novo. Ficava tão frustrado quando via um baterista fenomenal; ficava deprimido porque nunca iria ser tão bom. Percebi que tinha de ser uma inspiração. Aquele baterista quer ser melhor também. Também tentem ser criativos quanto possível. Se tiverem aulas, usem-nas para vosso proveito. Lutem para ser diferentes em alguns aspectos. Nunca deixem o vosso ego interferir com a música. Nunca serás tão bom baterista quanto aquilo que está na tua cabeça… e tenta mantê-lo assim.
cumps