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Não lido Sáb, 20 de Abril de 2013   #9
Miguel Martinho
 
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Miguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luz
Re: Conversa sobre formas de comercialização de música no mercado musical actual

Obviamente que os ouvintes de música mais tradicionais, que vivem mais a música, etc., gostam do CD (e ainda mais do vinil).
Eu tenho centenas de CDs ali em prateleiras e alguns já nem oiço há anos. Tenho também alguns vinis.

A juntar a isto tudo o leitor de música mais uso actualmente é o Nokia Music... a portabilidade hoje em dia é algo tão entranhado na sociedade que já nem passa por ser opção.
Quantas centenas de pessoas vejo em durante o dia a ouvir música nos transportes. Aposto que nenhuma daquelas vai com um leitor de CDs e aposto que mais de metade nem compra CDs já anos.
Já tive muitas bandas de originais desde que comecei a "brincar aos músicos". Comecei por gravar ainda em K7 (o CD era algo luxuoso e completamente inacessível a bandas em começo de carreira).
Gravei em CD com o método de reprodução em casa e com método de reprodução na fábrica.
O último CD que gravei há meia-dúzia de anos já questionei se seria viável continuar a investir neste suporte.

Estamos em 2013. Existem "montes" de sites de venda de música on-line. Qualquer smartphone hoje em dia tem uma ligação a uma loja online. Nós em qualquer local hoje em dia podemos comprar música a 99 cêntimos cada uma. Basta irmos à loja virtual e comprar.
Existem apps de streaming musical que até de borla podemos ouvir milhares de músicas, ou com uma pequena anuidade podemos "sacar" esses álbuns/músicas para o nosso telefone.
No meio destas inovações todas, onde é que cabe o CD?!
Só mesmo em casa na prateleira, porque de resto não vejo onde é que o CD possa combater com isto.

O vinil compreendo que sobreviva porque tem algo que o CD nunca teve. A paixão e aquele feeling que o CD nunca teve. O vinil dá-nos o verdadeiro artwork de um álbum e tem aquela mágica associada.

As editoras já mudaram a estratégia. Não parece mas já mudaram. Cada vez mais poupam nas edições em CD (p.ex., em vez de 10 milhões de CD já só gravam 5 milhões e usam as plataformas digitais para comercializar o resto com menos custos).
A procura baixou drasticamente e hoje em dia os tops já são feitos com base na venda online.

Lembro-me de há anos um artista qualquer ter inovado na maneira de distribuir a música. Vendeu o seu álbum num cartão de memória. Lembro-me de outros quantos que lançaram músicas sem editoras por trás, simplesmente recorreram aos serviços online de comercialização de música.
Se os nomes internacionais da música estão a mudar, porque é que as bandas em início de carreira continuam a batalhar num mercado sem saída?

O CD é giro? sim, mas também o quadro que tenho ali na parede e que só serve mesmo para enfeitar.


Edit:
O meu objetivo com este tópico também é meter as bandas novas a serem mais racionais nas opções, em especial nas opções que envolvem largas quantias de dinheiro a gastar.
Eu não quero ter razão nem quero dizer que as bandas estão erradas ou certas, apenas que analisem bem o mercado actual e analisem os investimentos que fazem e de que forma.
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Baquetas BateristasPT-Missom

Última edição de Miguel Martinho : Sáb, 20 de Abril de 2013 às 19:06.
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