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Não lido Qui, 22 de Julho de 2010   #1
LEONEL RODRIGUES
 
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LEONEL RODRIGUES é uma jóia em brutoLEONEL RODRIGUES é uma jóia em brutoLEONEL RODRIGUES é uma jóia em brutoLEONEL RODRIGUES é uma jóia em brutoLEONEL RODRIGUES é uma jóia em bruto
Como era a música em Portugal nos anos 70 e 80

Boas
Aqui ficam alguns temas daquilo que era a música rock, progressivo e Sinfónico, que se fazia em Portugal nos anos 60/70.

Imaginem a dificuldade no tempo em que estes temas foram gravados e vejam a lucidez de execução destes grandes músicos.

Não quero cair naquela máxima de dizer.....no meu tempo é que era!!!.

Não.
Mas vejam por voçês mesmos e tirem as voças ilações.

Era tudo feito á mão.
Não havia "truques". Mesmo os da música ligeira naquele tempo, ou cantavam e com boa voz ou ....rua. O mesmo com os músicos.

Agora vejam na relação temporal, a regressão que a música sofreu:

No Psico, tinhamos o Alvaro Marques, mais tarde baterista dos Jáfumega, Serginho e Fernando Nascimento mais tarde guitarristas dosArte e Ofício.

Roxigénio, O garçês ex-arte e Ofício. O Filipe Mendes Mendrix na Guitarra e o grande Baixista Zé Aguiar.

Arte e Oficio o Sergio Castro e o Alvaro Azevedo, respectivamente baixista e baterista dos Trabalhadores do Comércio mais tarde.

Sim aqui a banda herdada pelo Paulo Ganza que entrou mais tarde.

Petrus castros, com esse grande baterista que ainda é. Zé da Cadela




E Também OS OBJECTIVO QUE DERAM A PORTUGAL OS SEUS MELHORES ROCKEIROS DA ALTURA

Projecto nascido das cinzas dos Ekos.

Grupo formado em meados da década de 60 por Zé Nabo (baixo), com Mário Guia (bateria), Tó Gândara (guitarra) e Luís Filipe (teclas).

Não chegaram a gravar com esta formacão.

O americano Kevin Hoidale substituiu Luís Filipe e o escocês Mike Seargent entrou para o lugar de Gândara.

O primeiro EP, edição Sonoplay, incluía os temas «At Death's Door», «A Place in the Sun», «Gin Blues» e «I Know That».

Zé da Cadela entra para o lugar de Mário Guia (?). Em 1970 gravaram o primeiro disco em estéreo gravado em Portugal, o single com os temas «Dance of Death» e «This Is How We Say Goodbye».
(Reparem bem que havia emigração. Os anglo-saxónicos vinham para cá.
Veja-se a titulo de curiosidade. Shegundo Galarza, pai do Ramon Galarza.
O Tillo Krasman.)

Com muitas alterações na formacão, sempre com Zé Nabo como líder, o grupo continuou durante a década de 70.(...) chegam a inverter essa mecânica, acolhendo, em tempos diferentes, vários músicos britânicos na sua formação.

De todos eles, só Mike Seargent acaba por se estabelecer definitivamente, pois segundo Mário Guia, baterista original e mais tarde empresário do grupo, "eles vinham para cá, mas depois chateavam-se porque viam que o meio musical em Portugal era quase inexistente e nem podiam viver da música".

Gravaram o disco «Blackground» com o Duo Ouro Negro.

Aqui o Luis jardim o dos Idolos

Aqui os Sheiks, com o Paulo de carvalho na bateria, Carlos Mendes nas guitarras e mais tarde o Fernando Tordo.

Aqui O Quinteto Académico, de onde saiu o senhor Pedro Osório

Imaginem quem é o baterista dos Street Kids? Já falei aqui com alunos dele...
É o Senhor Emanuel Ramalho

Aqui os XequeMate, mais tarde integrei esta banda banda assim como o Paulo Barros (Tarântula)




Esta dispensa apresentações. Não é por serem do Nuorte e até serem meus amigos mas foi talvez a melhor banda de Portugal

Depois ponho mais.

Uma bateria rasca (mas rasca mesmo) custava naquele tempo 9 meses a 1 ano de salário.

Temos que somar a isto tudo a falta de material didáctico, a rigidez de educação, a ausência da net, os salários de miséria, a censura, a PIDE, a sociedade castradora, etc.

Perante isto estes estóicos combatentes merecem até uma estátua, ao executarem e criarem música de tamanha qualidade.

Mas nos meados de 80 a rasquice tomou conta disto.

Vendedores de discos de porta em porta que se tornaram produtores executivos sem saberem um acorde.

Era a lei do ouvido.

A entrada destes senhores ávidos de dinheiro fácil deseducou o povo que até então era exigente e sabia patear o ridiculo.

E lá apareceram os Marcos Paulos e afins.

Os que se arrastavam nas espeluncas de 4ª categoria depressa tomaram de assalto os palcos nobres e relegaram para canto a sabedoria e a qualidade criativa em prol de dividendos arrancados ás almas mais incautas iludidas com "melodias" agri-doces e plágios importados.

Não dei o título de VINTAGE, porque não é VINTAGE.

Se repararem os ritmos são completamente actuais, e inclusivé até as harmonias são mais ousadas em relação ao que se ouve actualmente.

Se em matéria de captação, mistura, pré-master e master final, fosse como hoje estaríamos a ouvir nalguns casos "ouro em pó" ou "pó das estrelas".

Pessoalmente sou inimigo das harmonias ritmadas de cérebros digitais.

Tenho pessoal aptência para o suor e trabalho fisico e criativo.


Abraço

Última edição de LEONEL RODRIGUES : Qui, 22 de Julho de 2010 às 10:35.
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