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Percussão Para discutir marcas, modelos, pormenores, etc dos restantes instrumentos de percussão


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Não lido Sex, 2 de Agosto de 2013   #1
Loseless
 
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Loseless é uma jóia em brutoLoseless é uma jóia em brutoLoseless é uma jóia em brutoLoseless é uma jóia em bruto
Para congueiros e similares que tocam com DJs

Eu adoro música electrónica. Também adoro percussão. Música house tribal então deixa-me doido. Mas ver DJs a tocarem com percussionistas a fazer azeitices tira-me do sério ao ponto de ficar com vontade de ir buscar um saco cheio de pedras da calçada e desatar a fazer tiro ao espantalho.

Não é que hoje vi um miúdo a fazer "percussão" com um DJ que não fazia a menor ideia do que estava a tocar? Todos sabemos que o house é feito à base de crescendos, picos, rebentamentos, etc, e o puto tocava quando a batida desaparecia (ficando só a voz e a nota em suspensão por detrás), não percebia (ou sentia) quando a música crescia, arreava ou mudava de feeling, ambiente ou dinâmica; fazia ritmos que não tinham nada que ver com os das músicas (tipo fazer duas por duas numa música que pedia trecinas ou singles com acentuações alternadas) e quando a música mudava ele lá ia na dele, sem perceber que o feeling e o balanço estavam a mudar.

E por isso vejo-me na posição de andar à pedrada com esta malta. Porque é que os percussionistas e os bateristas têm tanta dificuldade em perceber estes conceitos? Farto-me de ver malta dos batucos a tocar sem a menor ideia do que é crescer, arrear, mudar de ambiente ou groove, acentuar determinadas partes, compensar por algum instrumento, etc.

Faço então um apelo aos DJs: Se querem bons percussionistas procurem bateristas a sério ou percussionistas profissionais.

Aos bateristas: estudem, oiçam vários estilos, sobretudo chillout, jazz, downtempo e esses estilos que revolvem à base de mudanças de feeling e de ambiente.

E aos percussionistas: não vão tocar com DJs a não ser que saibam mesmo o que estão a fazer. De outra forma o público começa a desejar que vocês desaparecessem dali e deixassem o DJ tocar em paz.
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Não lido Sex, 2 de Agosto de 2013   #2
Madeira
 
Membro desde: 3-Abr-2006
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Madeira é um glorioso foco de luzMadeira é um glorioso foco de luzMadeira é um glorioso foco de luzMadeira é um glorioso foco de luzMadeira é um glorioso foco de luzMadeira é um glorioso foco de luzMadeira é um glorioso foco de luzMadeira é um glorioso foco de luzMadeira é um glorioso foco de luzMadeira é um glorioso foco de luzMadeira é um glorioso foco de luz
Re: Para congueiros e similares que tocam com DJs

Três bons conselhos que deixas aí, sem dúvida.

Gostaria de colocar um pouco da minha colherada: creio que em Portugal o bateristas/percussionista ainda vive muito de gostos musicais muito fechados, ou seja, gosta-se de rock e odeia-se pop/jazz/clássica/etc... Gosta-se de Metal e ouve-se alguma clássica, mas odeia-se pop/fado/chill/house/etc...

Somo muito ainda de correntes e isso joga tremendamente contra a nossa versatilidade.

Obviamente que temos tremendas excepções (recordo-me do Vicky que já tocou com Paulo Gonzo e agora tem andado no Fado com a Mariza - apenas para dar um BOM exemplo), mas que está no âmbito mais amador, deixa-se levar muitas vezes pela ilusão do 'estilo favorito'...

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Não lido Sex, 2 de Agosto de 2013   #3
Miguel Martinho
 
Membro desde: 3-Abr-2006
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Mensagens: 7.215
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Re: Para congueiros e similares que tocam com DJs

Também há DJs que não têm noção de tempo, de divisão das métricas, etc., e são capazes de faz um mix com os tempos trocados - dando cabo do beat e do que era suposto estar misturado - mas isto é outra questão.


Eu não sou grande admirador de DJs e de música electrónica. Sou incapaz de ouvir por prazer mas volta e meia gosto de tocar música electrónica. Normalmente vou leitor de música do TLM, escolho um canal de música electrónica e vou tocando por cima.
E sim, tem a sua dificuldade e é preciso compreender as suas dinâmicas. Depois de compreendermos isto, temos a vantagem de ganharmos uma liberdade bastante grande para improvisar e testar novas abordagens.

Quando bem feito resulta bem, quando feito por um bom DJ que compreende os andamentos e por um baterista/percussionista que respeita as dinâmicas fica brutal porque o resultado é orgânico (coisa que se feita com um beat dado por um software não é).
É uma área que está a começar a ser explorada em Portugal, mas que pode dar frutos no futuro se as pessoas certas apostarem nisso.
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Não lido Seg, 5 de Agosto de 2013   #4
Loseless
 
Membro desde: 12-Jan-2013
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Re: Para congueiros e similares que tocam com DJs

Madeira, isso dos estilos é uma pancada da velha guarda musical. Eu toco com um reputado músico português, dos melhores que temos cá, e acredita em mim quando digo que é como ele quer ou sopas. Ele com os bateristas então é do pior. Não só não tem grande conhecimento do que é a bateria como acaba por formar bateristas que vivem em "quadrados". Tocam horas e horas em bares mas os ritmos são todos os mesmos, os breaks são todos os mesmos, as velocidades são todas as mesmas e aquilo parece uma beatbox bonificada em vez de um baterista. Mas como ele gosta assim lá tem que ser.

Estou agora a fazer uma nova banda para tocar em bares e a minha estratégia vai ser cada um escolher 10 músicas. Que se lixem os géneros. Desde que algumas sejam portuguesas e não sejam as 10 do mesmo estilo, venham elas. Nunca percebi aquela pancada das bandas que querem tocar tudo dentro do mesmo estilo (xutos cof cof). Parece-me mais limitação musical e falta de conhecimento do que outra coisa.

Miguel, a música eletrónica é bem mais complexa do que nos querem fazer parecer. A moda hoje em dia é a dos miúdos que carregam no sync, fazem crossfade e pronto, são DJs. Mas compor algumas daquelas músicas, saber fazer a coisa de modo a que vá crescendo, tenha os picos, arreie quando é preciso e expluda na altura certa é complicado. Tanto que conheço imensos músicos de gabarito que não sabem fazer isso.

A grande lição que a música eletrónica pode ensinar ao rock é que aquilo é tudo sentido. E não digo no sentido de abanarem a cabeça, mas no de estarem a sentir aquilo tudo por dentro, na pele, na cabeça, na alma. Todos os pormenores da música eletrónica contam e ou se tem a sensibilidade necessária ou morre-se na praia. No rock não há disso na maioria das vezes. Tirando bandas como Rush, Yes, Genesis, Jethro Tull, Triumph, Magnum, Ozzy, Sabbath, Zeppelin, Deep Purple, Rolling Stones, Who, Dio e esses nomes, no rock não há mudanças de ambiente, de mood ou feeling. É tudo sempre igual e 'tá a andar (os anos 80 então assassinaram isto, pois a influência do jazz dentro do rock morreu às mãos dos sintetizadores e do new age e os 90s arruinaram o resto da música mais ecléctica que influenciava o rock).

Lamento não poder dissertar mais por agora, mas tenho que ir ensaiar :P

Fica para outra oportunidade
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Não lido Ter, 6 de Agosto de 2013   #5
ThunderDrum
 
Membro desde: 3-Abr-2006
Local: Sintra
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Re: Para congueiros e similares que tocam com DJs

Citação:
Mensagem Original de Loseless Ver Mensagem
(...)um reputado músico português, dos melhores que temos cá(...)Não só não tem grande conhecimento do que é a bateria como acaba por formar bateristas que vivem em "quadrados"(...)Mas como ele gosta assim lá tem que ser(...)

(...)A grande lição que a música eletrónica pode ensinar ao rock é que aquilo é tudo sentido(...)
Não ia comentar este tópico, mas lá terá que ser...

Reputado? Pode ser, mas dos melhores, duvido, se assim o fosse ia respeitar os outros músicos que trabalham com ele e respeitar a liberdade musical de cada um. Claro que isto não implica cada um tocar como quer, mas um consenso geral e não uma ditadura...

O Rock não é sentido? A electrónica é? Não me parece, mas isso já entramos num campo subjectivo e de gostos musicais, não vale a pena...
Dizer que não há mudanças de ambiente, mood ou feeling no Rock actual é capaz de ser exagerado, não? Citaste apenas grandes bandas dos anos 70's...depois disso não houve nada de jeito?

Apenas a minha minha opinião, tentando ser imparcial, mas a musica eletronica não me diz nada, por isso é difícil...
Não vejo grande ciência na coisa, nunca achei piada, nem acho que tenha feeling, apenas joga com o ritmo e cadência certos para fazer o corpo mexer e a cabeça deixar de pensar
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"And if you hear me talking on the wind, You've got to understand, We must remain...Perfect Strangers"
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Não lido Qua, 7 de Agosto de 2013   #6
Loseless
 
Membro desde: 12-Jan-2013
Local: Algarve
Mensagens: 71
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Re: Para congueiros e similares que tocam com DJs

Certos músicos com demasiado talento começam a deixar de falar a mesma língua que aqueles à sua volta e por isso só conseguem mesmo trabalhar em solo onde impõem as suas regras para os outros as seguirem. Não é nada inédito nem estranho. Acontece com todo o tipo de artes e não apenas com a música.


E claro que houve boa música dos 80s para a frente. Mas a qualidade geral dos grupos decresceu imenso. Hoje em dia a música não vive mais de talento mas de comercialização. Não há assim tantos grupos a tocar por devoção à arte musical quanto isso.

Não é que a música tenha sido um catalisador das mudanças sociais e culturais desde o fim dos 60s até agora, mas foi certamente uma das bandeiras dessas mudanças. A sociedade evoluiu e as artes acompanharam. Claro que houve formas de estar e de pensar que se perderam. Não só na música como em todas as artes em geral. Sempre foi assim e sempre será. A evolução da música não foi mais que uma evolução da sociedade, pois conforma as mudanças societais desencadeadas a música foi acompanhando-as.

O jazz é aquele que pode ser considerado o estilo de onde a música rock se originou. E curiosamente é também um dos estilos que sem algum grau de sentimento ou de "vibe" não se toca. Poderão decorar todas as pautas que quiserem mas na altura de tocar jazz ou têm o que é preciso ou não têm. E não basta apenas técnica...

O rock dos 60s era muito influenciado pelo jazz. Não diramente, mas indiretamente através do blues. Assim fazia todo o sentido que as grandes bandas da época tivessem uma maior capacidade para sentir o que tocavam porque aprender a tocar naquela altura passava necessariamente por sentir o que se tocava, mesmo antes de haver a preocupação em tocar corretamente. Basta pensarem nos estilos musicais dos anos 60 para facilmente chegarem à conclusão que todos eles funcionavam muito à base do groove, do feeling e dos moods.

À medida que a música se tornou mais técnica e mais canonizada, perdeu-se um pouco isso. Os anos 80 foram com efeito o que assassinou o rock clássico, pois foi quando começou a tradição de a imagem ser mais importante que o som (curiosamente bandas como Pink Floyd, ELP Genesis e Yes já tinham começado a moda dos espetáculos ao vivo com um estilo mais teatral).


Currentemente, a música tornou-se de tal forma técnica e fechada que a prioridade é tocar certo e não tocar para admirar ou encantar ou público. Isso é conseguido através das coreografias, da imagem e da produção em palco (que se tornou num negócio maior que a música em si). Qualquer músico minimamente talentoso pode singrar hoje em dia com o staff certo. Desde que saiba tocar minimamente bem, pode, através dos adereços, das luzes e da indumentária, deixar multidões em delírio.


Se há bandas com grande capacidade de sentir e de criar ambientes hoje em dia? Imensas. Zero 7, Air, Massive Attack, Moby, Phideaux, Ayereon, imensas bandas de power metal e de folk metal, outras tantas de doom metal e rock atmosférico, etc. Mas o rock puro foi "secando" (e é se ainda existe tal coisa como rock puro hoje em dia, mas isso fica para outra discussão).

A música eletrónica exige que quem esteja a fazê-la e tocá-la sinta tudo aquilo que faz. Desde tocar na equalização, ao decidir o que vai passar antes ou depois, que samples utilizar, quando subir ou baixar o volume, que tipo de letra escolher, para que tons trocar, etc. É normal que não tenhas perceção disso pois eu também não tinha até começar a estudar música eletrónica. Mas um DJ profissional toma dezenas de decisões destas em poucos minutos e se não conseguir sentir tudo aquilo, o concerto morre.

E digo mais. Alguns DJs que conheço, que por acaso tocam quase todos outros instrumentos e têm uma considerável cultura musical, têm mais capacidade de discutir certos aspetos da música que alguns músicos profissionais que conheço. A forma como eles estão treinados para "sentir" e interpretar mudanças e dinâmicas da música torna-os excelentes avaliados de alguns estilos.

A coisa que mais me fascina é ver como estes DJs ouvem Yes e Genesis (que são até hoje as bandas com maiores produções musicais em palco que conheci, não somente em termos técnicos mas em ambientes e emoções) e ficam estupefactos a ouvir tamanha capacidade de tocar músicas de uma complexidade incomparável e fazerem-no com tanto sentimento, criando ambientes fantásticos. E depois há músicos profissionais ao lado que ouvem os mesmos concertos e sabem pouco mais que as notas, os tempos e a estrutura das músicas. Isto porque estão a escutar mas não estão a ouvir.

Quem tem grande capacidade para sentir música eletrónica tem grande capacidade para sentir qualquer música. Só precisa de alguma prática para se acostumar ao estilo. Infelizmente o rock hoje em dia não requer a mesma sensibilidade, enquanto para se ser DJ profissional tem que se conseguir sentir, não apenas a música mas o próprio público.
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Não lido Qua, 7 de Agosto de 2013   #7
ThunderDrum
 
Membro desde: 3-Abr-2006
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Re: Para congueiros e similares que tocam com DJs

Citação:
Mensagem Original de Loseless Ver Mensagem
1-Certos músicos com demasiado talento começam a deixar de falar a mesma língua que aqueles à sua volta e por isso só conseguem mesmo trabalhar em solo onde impõem as suas regras para os outros as seguirem. Não é nada inédito nem estranho. Acontece com todo o tipo de artes e não apenas com a música(...)

2-(...)Os anos 80 foram com efeito o que assassinou o rock clássico(...)

3-(...)Currentemente, a música tornou-se de tal forma técnica e fechada que a prioridade é tocar certo e não tocar para admirar ou encantar ou público. Isso é conseguido através das coreografias, da imagem e da produção em palco (que se tornou num negócio maior que a música em si). Qualquer músico minimamente talentoso pode singrar hoje em dia com o staff certo. Desde que saiba tocar minimamente bem, pode, através dos adereços, das luzes e da indumentária, deixar multidões em delírio(...)

4-(...)Mas um DJ profissional toma dezenas de decisões destas em poucos minutos e se não conseguir sentir tudo aquilo, o concerto morre(...)

5-(...)Quem tem grande capacidade para sentir música eletrónica tem grande capacidade para sentir qualquer música. Só precisa de alguma prática para se acostumar ao estilo. Infelizmente o rock hoje em dia não requer a mesma sensibilidade, enquanto para se ser DJ profissional tem que se conseguir sentir, não apenas a música mas o próprio público.
Não vale a pena alargar porque entramos nos gostos musicais e isso cada um tem os seus. Mas já agora...

1-Muitas vezes a necessidade de tocar a solo é para poder fazer um projecto ao seu gosto, não acho que seja por demasiado talento ou dificuldade na linguagem de comunicação. A maior parte das vezes pode também ser por egos demasiado grandes.

2-Olha que os anos 80 foram muito bons para o Rock em geral, muito boas musicas/musicos são dessa década...o mesmo já não se pode dizer da moda

3-Concordo contigo nesta parte, a maior parte das pessoas/músicos tornaram-se demasiado perfeccionistas/tecnicistas e matam por vezes o feeling. Também concordo que um bom espectáculo compensa muitas vezes uma medíocre performance musical.

4-Acredito q os DJ tomem essas decisões, um músico também o faz - não diferenciei de propósito, mas deu-me vontade de o fazer

5-Não concordo, um musico rock tem/deve também sentir isso tudo...

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Não lido Qua, 7 de Agosto de 2013   #8
Miguel Martinho
 
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Miguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luz
Re: Para congueiros e similares que tocam com DJs

Um pequeno reparo: a origem do rock está no blues e não no jazz. O jazz entra no rock como mais um elemento de fusão. Aliás, o jazz também descende directamente do blues.
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Não lido Sex, 9 de Agosto de 2013   #9
enes

 
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enes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luz
Re: Para congueiros e similares que tocam com DJs

nunca gostei de tecno, house e dj's.... nunca... mas sempre ouvi criticalmente cada cd, disco ou mp3 desse genero.

um dj que adoro .. Skrillex, porque ?
porque tem uma nocao de tempo que nao te passa pela cabeca e quando falo em tempo tambem poderei falar de sons, sim porque misturando sons com tempo que temos ?

skrillex.

nunca fui amante desse genero, mas sempre ouvi.


outro reparo..
um baterista e aquele que toca qualquer genero musical. esse sim e baterista, os outros sao " tocadores de bateria " ou " caixas de ritmos ".
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Não lido Sex, 9 de Agosto de 2013   #10
ThunderDrum
 
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ThunderDrum é uma jóia em brutoThunderDrum é uma jóia em brutoThunderDrum é uma jóia em brutoThunderDrum é uma jóia em bruto
Re: Para congueiros e similares que tocam com DJs

Citação:
Mensagem Original de enes Ver Mensagem
nunca gostei de tecno, house e dj's
Também não, mas para mim Skrillex é outra cena, não ponho no mesmo "saco"...quando penso em musica electronica é mesmo tecno, house acid e afins...

Citação:
Mensagem Original de enes Ver Mensagem
um baterista e aquele que toca qualquer genero musical. esse sim e baterista, os outros sao " tocadores de bateria " ou " caixas de ritmos ".
Desculpa, mas não concordo, um baterista, mesmo sendo profissional, pode não estar à vontade em todos os estilos e não aceitar trabalhos fora da sua "zona de conforto" ou gosto musical. Assim como não acho que um mecânico deve saber arranjar todos os motores de todas as marcas, ou um médico saber diagnosticar todas as doenças. Por isso há "especialistas"
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Não lido Sex, 9 de Agosto de 2013   #11
Loseless
 
Membro desde: 12-Jan-2013
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Re: Para congueiros e similares que tocam com DJs

Citação:
Mensagem Original de Miguel Martinho Ver Mensagem
Um pequeno reparo: a origem do rock está no blues e não no jazz. O jazz entra no rock como mais um elemento de fusão. Aliás, o jazz também descende directamente do blues.
Lá tenho que fazer o mea culpa :P

Normalmente não falo com pessoas que conheçam muito de história musical, pelo que tendo a simplificar a coisa. Há dois tipos de blues: o original, que remonta ao final do século XIX, como folk dos imigrantes africanos (ou antigos escravos se preferirem) e o blues dos meados do século XX. Primeiro deu origem ao jazz, big band, swing e outros estilos populares da primeira metade do século XX. Por sua vez, o jazz upbeat levaria à criação do rock n roll e do rock mais tarde. Se forem desconstruir a estrutura musical das primeiras bandas de rock (Beatles, Rolling Stones, Hendrix, Dylan, Who, Cream e por aí) verão que grande parte deriva do jazz (ou por outras palavras, eles tocavam um blues mais alterado).

Até conhecia um bom livro que contava esta história toda, mas perdi-o e não faço ideia do autor :/
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Não lido Sex, 9 de Agosto de 2013   #12
Miguel Martinho
 
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Miguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luz
Re: Para congueiros e similares que tocam com DJs

Citação:
Mensagem Original de Loseless Ver Mensagem
Lá tenho que fazer o mea culpa :P

Normalmente não falo com pessoas que conheçam muito de história musical, pelo que tendo a simplificar a coisa. Há dois tipos de blues: o original, que remonta ao final do século XIX, como folk dos imigrantes africanos (ou antigos escravos se preferirem) e o blues dos meados do século XX. Primeiro deu origem ao jazz, big band, swing e outros estilos populares da primeira metade do século XX. Por sua vez, o jazz upbeat levaria à criação do rock n roll e do rock mais tarde. Se forem desconstruir a estrutura musical das primeiras bandas de rock (Beatles, Rolling Stones, Hendrix, Dylan, Who, Cream e por aí) verão que grande parte deriva do jazz (ou por outras palavras, eles tocavam um blues mais alterado).

Até conhecia um bom livro que contava esta história toda, mas perdi-o e não faço ideia do autor :/
Aqui o meu ponto de discordância é que o rock divide-se em várias frentes.
Rolling Stones, ou se formos ainda mais atrás, ao Elvis, para mim este rock descende do blues. Eu como admirador e até "tocador" de blues, revejo muita coisa no rock. O rock do Elvis, dos Beatles, ou mesmo Stones, ritmicamente são mais Blues que Jazz.
Por outro lado, temos a ramificação do rock que foi pelo lado progressivo e experimentalista, The Who, Hendrix, Pink Floyd, etc., que aí sei, revejo mais origens no jazz.
A linha divisória entre o Blues e o Rock é por vezes tão fina que tens casos como ZZ Top em que tanto tens uma "rockada" como uma "azulada" pura dentro da mesma música.
Já não acho a linha entre o jazz e o rock tão fina quanto isso. Aliás, os puristas do jazz nem tal permitem!


Mas atenção, eu não sou estudioso da história da música. Isto é apenas a minha interpretação da evolução do rock como ouvinte e como músico-executante.
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Não lido Sáb, 10 de Agosto de 2013   #13
enes

 
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enes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luz
Re: Para congueiros e similares que tocam com DJs

Citação:
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Também não, mas para mim Skrillex é outra cena, não ponho no mesmo "saco"...quando penso em musica electronica é mesmo tecno, house acid e afins...



Desculpa, mas não concordo, um baterista, mesmo sendo profissional, pode não estar à vontade em todos os estilos e não aceitar trabalhos fora da sua "zona de conforto" ou gosto musical. Assim como não acho que um mecânico deve saber arranjar todos os motores de todas as marcas, ou um médico saber diagnosticar todas as doenças. Por isso há "especialistas"
por isso ha medicos gerais que mandam exactamente para o especialista apropriado, por isso ha mecanicos que fazem milagres em motores que especialistas davam para o abate. assim deve de ser o baterista e se nao chegares a essa conclusao e porque te contentas com o mediocre...
obviamente qualquer baterista tem o seu " canto da casa " , mas nunca vi um desses bateristas recusar um artista.... esse sim e chamado de baterista professional.

apesar de que qualquer baterista que somente vive de bateria seja professional... sendo essa a sua profissao.

qualquer desafio e sempre um desafio... eu gosto de desafios, elevam o meu ser.
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Não lido Sáb, 10 de Agosto de 2013   #14
LIONEL VIEIRA
 
Membro desde: 26-Dez-2010
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LIONEL VIEIRA será famoso em breve
Re: Para congueiros e similares que tocam com DJs

Citação:
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nunca gostei de tecno, house e dj's.... nunca... mas sempre ouvi criticalmente cada cd, disco ou mp3 desse genero.

um dj que adoro .. Skrillex, porque ?
porque tem uma nocao de tempo que nao te passa pela cabeca e quando falo em tempo tambem poderei falar de sons, sim porque misturando sons com tempo que temos ?

skrillex.

nunca fui amante desse genero, mas sempre ouvi.


outro reparo..
um baterista e aquele que toca qualquer genero musical. esse sim e baterista, os outros sao " tocadores de bateria " ou " caixas de ritmos ".



boas , dizes que Skrillex tem uma noçao de tempo que nao passa pela cabeça etc etc mas entao começa a ouvir outras coisas ...Sem tirar mérito ao Skrillex ouve outras coisas , e verás o que realmente são coisas fantásticas ... começa a ouvir minimal techno , techno etc etc

cumps
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Não lido Dom, 11 de Agosto de 2013   #15
NoisivisioN
 
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Mensagens: 50
NoisivisioN está no bom caminho
Re: Para congueiros e similares que tocam com DJs

Ola
Eu gostava muito de responder sem ser mal educado...mas acho particularmente arrogante vir fazer um apelo às pessoas para serem melhores executantes porque os espectáculos desiludiram....
Será q não estás a ir aos espectáculos errados...chamas-lhe miudo mas queres que toque como um profissional, começa a ir a eventos de melhor qualidade e deixa os miudos seguir com os sonhos deles, ou só pq se é inexperiente fecham-.se as oportunidades.??
Olha sabes o que fazia no teu caso...tentava meter conversa com o percussionista e depois transmitia-lhe exactamente essa ideia, da melhor forma possivel...ai sim estarias a ajudar realmente....
NoisivisioN não está cá agora...   Citar esta Mensagem
Não lido Seg, 12 de Agosto de 2013   #16
ThunderDrum
 
Membro desde: 3-Abr-2006
Local: Sintra
Mensagens: 587
ThunderDrum é uma jóia em brutoThunderDrum é uma jóia em brutoThunderDrum é uma jóia em brutoThunderDrum é uma jóia em bruto
Re: Para congueiros e similares que tocam com DJs

Citação:
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(...)se nao chegares a essa conclusao e porque te contentas com o mediocre(...)
Não é uma questão de contentar ou não com o mediocre, não sou nenhum prodigio na bateria, mas dou sempre o maximo de mim e é isso que procuro noutros musicos que vejo. E não temos que ser todos muito bons, há espaço para todos. É a minha opinião.
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Não lido Ter, 6 de Maio de 2014   #17
andre_vg
 
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andre_vg está no bom caminho
Re: Para congueiros e similares que tocam com DJs

Um bom ouvido, neste caso um percursionista tem de saber ouvir tudo, quer seja mau ou bom. Mesmo com o mau é possível aprender-mos e percebermos a int5enção e propósito de quem faz aquele som/música.

Já vi muita coisa e continuo a ver e ouvir, dificilmente critico, tento ir sempre pelo lado da compreensão e desta forma desafiar-me a tentar entender aquilo que vejo ou ouço. Aprende-se muito.

Como é óbvio, hoje em dia tudo é possível, e quando menos esperamos somos surpreendidos com um sucesso enorme de algo que não entendemos e dizemos ***!!??
Essa diferença muitas vezes é a chave do sucesso, quer pela sua simplicidade ou ousadia.

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