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Não lido Dom, 10 de Junho de 2007   #1
_TASSE_
 
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[Biografia] e [Entrevista] Aquiles Priester



Biografia

Infância e adolescência

Nascido na África, lá viveu até os cinco anos de idade. Chegou no Brasil em 1977, mais precisamente em Foz do Iguaçu. Em 1985 com a realização do primeiro Rock in Rio, Aquiles descobriu a música e um ano depois já estava dublando o Ultraje a Rigor. Naquela época uma banda de baile chamada Tropical Band convidou o baterista para tocar numa recém inaugurada emissora de televisão na cidade. Assim começou a vida profissional de Aquiles Priester. A primeira banda que Aquiles participou com a sua “gigantesca” bateria foi a Stylo Livre em 1987. Naquela época tudo era muito novo, e o fato de serem a primeira banda de rock da cidade, abriu diversas portas e proporcionou chances que hoje em dia uma banda iniciante não teria. Participavam de diversos programas de TV e rádio e também revistas e jornais. Nessa época, um fato fundamental para o direcionamento musical do baterista foi ter escutado a música Caught Somewhere in Time do Iron Maiden numa rádio local e após isso, ter começado a conhecer toda a discografia dessa banda que seria uma grande influência por muitos e muitos anos. Aos 17 anos Aquiles transferiu sua residência para Porto Alegre. Começou a tocar com a banda Nômades de KZAK. Chegaram a fazer alguns shows, mas as diferenças musicais não demoraram para aparecer e logo em seguida ele deixou a banda.



Heavy Metal

No início de 1989 Aquiles começou a tocar com a banda Lucas Scariotys. Essa banda já se aproximava mais do que o baterista almejava: um som pesado e sem regras. Ficou quase dois anos na banda e nesse período fizeram muitos shows, e também começaram a encontrar algumas divergências sobre o que pensavam. Aquiles saiu da banda. Já era junho de 1991 quando Aquiles Priester, com 20 anos, ingressou na banda de Heavy Metal mais famosa e respeitada de Porto Alegre – a Spartacus – ele foi para os testes até conseguir a vaga. Nessa mesma época paralelamente à Spartacus, o batera ainda participou da sua primeira banda cover, a Raro Efeito, que mais tarde também teve a participação do vocalista que havia tocado com ele na Spartacus. A banda durou quase dois anos, e a falta de shows acabou gerando o seu fim.
No ano seguinte, em 1992, Aquiles começou a tocar com a Pistys Sophia. Essa banda tinha um grande potencial e muito mais que isso, tinha estilo e músicos muito mais experientes que ele, à época (a banda contava com Ivan Zukauskas do extinto Astaroth), e foi nessa época que Aquiles sentiu a necessidade de começar a tocar com pedal duplo. A musicalidade da banda era tanta, que anos mais tarde o Hangar gravaria no disco Inside Your Soul uma nova roupagem da música Legions, e que foi batizada de Savior. Estava tudo indo muito bem, a MTV Brasil tinha um espaço bom para o Metal Nacional e toda a cena estava fervilhando em busca de novas bandas e novas promessas. Em meio a tantas promessas, a banda acabou ficando pressionada para aproveitar o momento e começaram as famosas brigas internas e Aquiles foi o alvo principal, pois ainda não tocava bem com o pedal duplo e o pessoal reclamava que ele não conseguia manter os andamentos e ironicamente não tinha a pegada necessária para banda. Saiu da banda, decidido a somente estudar bateria e continuar tocando em bandas cover para ganhar algum dinheiro.



Desemprego e estudo

Após sete anos tocando, foi ter aulas de bateria para merecer o instrumento que havia comprado. Entrou de cabeça no estudo da bateria com 21 anos e tentou recuperar todo o tempo que havia perdido. Primeiro estudou com o Mimo Aires, depois com o Thabba e finalmente com o Kiko Freitas. Estudava em torno de doze a quatorze horas por dia. Dois anos depois, já bem melhor tecnicamente, perdeu o emprego que tinha e passou pelos piores oito meses da sua vida. Havia deixado as bandas cover para ter mais tempo para estudar e ficou meio fora do mercado, e quando precisou voltar, já não tinha mais os contatos e muito menos um emprego. Seguiu estudando muito, pois tinha o dia inteiro livre e tinha que aproveitar. Foi convidado a tocar numa banda instrumental chamada Infra Blue e depois integrou o Apocalipse Now, mas não deram certo.



Hangar

Em novembro de 1997 formou o Hangar e começaram tocando covers de Heavy Metal antes de montar um repertório próprio. A carreira da banda em Porto Alegre foi fulminante e com menos de um ano de existência (por ironia do destino), foram convidados a abrirem o show do Angra. Esse show foi definitivamente o ponto alto da trajetória do Hangar até então, e em seguida começaram a gravar o primeiro álbum chamado Last Time, que foi lançado em maio de 1999. O CD foi muito bem recebido pela crítica especializada e em seguida a banda alcançou projeção nacional. Durante os shows de divulgação do CD Last Time, começaram a aparecer as primeiras oportunidades para Aquiles tocar com outros artistas. A primeira delas, surgiu por parte do Tritone, projeto Instrumental composto por Edu Ardanuy (DR. Sin), Frank Solari (Solo) e Sérgio Buss (Solo/Steve Vai), onde acompanhou esse trio de Guitar Heroes nos shows de lançamento do CD Just for Fun and Maybe Some Money, que foi gravado com bateria eletrônica. Em outubro do mesmo ano, o Hangar tocou em São Paulo no legendário Black Jack Rock Bar e foi após esse show que surgiu o convite para que Aquiles gravasse junto com outros brasileiros, um disco com Paul Di'Anno (ex-Iron Maiden). Aquiles começou a perceber que seus sonhos estavam se tornando realidade, pois iria gravar um CD com o primeiro vocalista da banda que tinha sido sua maior influência desde que havia começado a tocar. O CD Nomad foi gravado em São Paulo em 2000 e logo em seguida a banda saiu em turnê pelo País. Em seguida foi agendada uma turnê pelos EUA, e isso tinha deixado toda a banda muito excitada para fazer a primeira e tão sonhada tour fora do Brasil.



Angra

Foi em setembro de 2000 que começaram os primeiros contatos com o Angra, pois Aquiles estava na Feira da Música em São Paulo e o Edu Ardanuy (Dr. Sin/Tritone) o apresentou para o Kiko Loureiro, que conversou um pouco com ele e percebeu que havia uma certa afinidade para trabalharem juntos. Como a turnê do Paul Di'Anno tinha sido cancelada devido a problemas com o visto dele naquele país, o Kiko o convidou para fazer um teste. Mas Aquiles tinha um problema grave - sua bateria ainda estava em Porto Alegre devido a alguns compromissos do Hangar e em hipótese alguma ele aceitava fazer o teste em uma bateria que não fosse a dele. O Hangar tinha agendado um show em novembro novamente no Black Jack em São Paulo e Aquiles disse para o Kiko que após o show ele poderia fazer o teste. Kiko e Rafael falaram que já estavam testando outros bateristas e que se achassem algum baterista interessante Aquiles perderia a chance. Foi quando Aquiles respondeu: - “Faça o teste com quem vocês quiserem, mas não decidam nada antes de me ver tocando”. Mais tarde Kiko e Rafael reconheceram que essa confiança e segurança que Aquiles tinha passado foram decisivas para que eles esperassem para vê-lo tocando ao vivo. No dia do show lá estavam eles e Aquiles super nervoso, pois sabia que o seu teste dependia da sua atuação naquela noite, e para piorar ainda mais, o bar estava meio vazio e isso facilitava para que Kiko e Rafael prestarem mais atenção ainda. Logo após o show conversaram rapidamente, pois todas a pessoas que estavam no bar já tinham notado a presença deles. O seu teste foi fazer o arranjo de uma música nova e a escolhida foi Running Alone. Ficaram mais alguns dias arranjando outras músicas e recebeu informalmente o convite para ser o novo baterista do Angra, aquela banda que o inspirou a montar o Hangar.
No ano de 2002, foi eleito o melhor baterista de Heavy Metal pelas principais revistas especializadas no Brasil. No Japão, pela revista Burrn! Magazine ficou em 15° lugar no ranking dos 30 melhores bateristas. Desde então tem se dedicado à banda Angra e aos workshops de bateria, que resultou ao lançamento em 2004 de seu workshop em DVD.


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Não lido Dom, 10 de Junho de 2007   #2
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Aquiles Priester é um músico de carreira consistente... para alguns, impecável. Sua ascensão começou, provavelmente, no dia em que encarou a bateria profissionalmente pela primeira vez. E não parou até hoje, numa trajetória bombástica, cujo “cessar fogo” está tudo, menos próximo.

Precisão, criatividade, e impressionante técnica que já estiveram a serviço do ex-vocalista do Iron Maiden, Paul Di’Anno, e que para muitos, despontaram em 2001 com “Rebirth” do Angra.
Três anos depois, e Aquiles acaba de lançar sua vídeo-aula, “Inside My Drums”, material muito esperado pelos fãs de bateria. No segundo semestre estará com o novo disco do Angra, outra grande expectativa. Ainda tem o Hangar, workshops, participações especiais em outras bandas e shows.

Sobre sua vídeo-aula, seus novos lançamentos e trabalhos, entre outros assuntos, que tratamos em entrevista exclusiva. Confira...
Site Oficial – http://www.aquilespriester.com

Entrevista por Thiago Pinto Corrêa Sarkis

Whiplash! - Quando surgiu a idéia de lançar uma vídeo aula?

Aquiles Priester / A idéia surgiu quando eu estava fazendo uma tour de workshops pelo Brasil na metade do ano passado e eu achei que isso deveria ficar registrado de alguma maneira. Durante esses eventos, muitas pessoas me falavam que seria legal se eu fizesse uma vídeo-aula, mas eu queria fazer uma coisa diferente, mais real, mais ao vivo mesmo, para mostrar os detalhes das músicas em tempo real. Essa gravação rolou no meio do processo de composição do novo disco do Angra, e isso tornou tudo um pouco mais complicado. Agora já está tudo finalizado e fiquei muito satisfeito com a qualidade do som e do vídeo.

Whiplash! - Como foi a experiência de gravar uma vídeo-aula? Conte-nos os detalhes...

Aquiles Priester / Foi muito estressante!!! Eu produzi tudo e isso aconteceu em um período que eu estava 100% concentrado no novo disco do ANGRA e tocando somente coisas novas. Me lembro que só pratiquei as músicas para a gravação um dia antes do evento. Na minha cabeça estava bem clara a seguinte idéia: Se não ficar bom, eu não lanço! No dia da gravação eu toquei 19 músicas e escolhi para o DVD entre o set list oficial e bônus 14 músicas e mais o meu solo de bateria do show do ANGRA no Credicard Hall em dezembro de 2002, que era inédito até então. Quanto aos erros de gravação, quem esteve lá naquele dia, vai se lembrar que toquei “Legions Of Fate” umas quatro vezes, pois uma vez o MD pulou, duas vezes deu pau no HD da gravação, outra vez foi a que valeu... Por isso, dá para perceber que essa é a música mais aplaudida no DVD no meio de tantos Hits do Angra. Depois que terminei de gravar o disco do ANGRA no dia 9 de janeiro, só fiquei finalizando o DVD, parei de fazer tudo e só voltei a tocar bateria na 1° parte da pré-produção do novo disco do Hangar durante o carnaval desse ano. Após isso, voltei para a finalização do material do DVD, que foi até o dia 20 de abril. O VHS ficou pronto antes, pois é tudo mais simples... Já o DVD, foi muito trabalhoso, mas com certeza, o resultado valeu todo o trabalho.

Whiplash! - Quais são as perspectivas para o lançamento do vídeo no exterior?

Aquiles Priester / Ainda não sei, pois eu estava mais preocupado em finalizar esse material. Assim que o DVD chegar, o meu Empresário fará os contatos para o lançamento desse material na Europa, Japão, Taiwan e América do Sul.

Whiplash! - O lançamento em VHS veio bem antes do DVD, que só deverá estar disponível aos fãs em Julho. Atualmente o formato VHS não tem a mesma adesão de alguns anos atrás. Você tem percebido isso através das vendas? Como estão sendo as respostas para o VHS?

Aquiles priester -Na verdade, o DVD chega às lojas no final de maio, começo de junho. O VHS só saiu por razões mercadológicas, pois ainda tem muita gente que não possui DVD e isso supriu de alguma maneira a carência dessas pessoas. As vendas do VHS estão indo muito bem.




Whiplash! - Nos extras do DVD estarão músicas com a possibilidade do telespectador escolher o ângulo que preferir. Quais serão as músicas com essas opções e o que mais os fãs poderão curtir além daquilo que saiu no VHS?

Aquiles Priester / Talvez a maioria das pessoas não saibam, mas nos DVD’s existem formatos diferentes de espaço para armazenar as informações e isso muda bastante o preço final do produto. A minha idéia era colocar duas músicas com a função multi angle (função que permite a escolha do ângulo pelo telespectador), mas acabou ficando somente “Acid Rain”. Como o DVD tem som 5.1 e 2.0, e muita coisa extra, faltou espaço para a segunda música, que seria “Legions Of Fate”. Além do multi ângulo que o VHS não tem, o DVD tem ainda duas músicas a mais no set list principal, dois covers e o solo de bateria do show do ANGRA no Credicard Hall como bônus tracks, bastidores da Workshop Tour pelo Brasil, entrevista e galeria de fotos.

Whiplash! - Como foi a seleção do track list? O direcionamento foi mais didático, com músicas que você acha que têm mais a passar aos bateristas, ou é uma via de maior interação com os fãs e músicas pedidas por eles? Você diria que este é um vídeo só para bateristas?

Aquiles Priester / A seleção do set list foi de acordo com as levadas e técnicas que cada música poderia oferecer. Eu acompanhei toda edição e tive a visão de um baterista fazendo isso, ou seja, assisti o vídeo como se eu não soubesse o que eu estava tocando. Procurei mostrar os ângulos de cada trechos das músicas como se eu quisesse entender aquilo que eu estava tocando. Quase todas as viradas e frases são vistas pela grua (câmera superior), que mostra o meu kit inteiro de cima, inclusive os pedais e quando isso não é suficiente, ainda abre-se uma janela com os pedais para mostrar as combinações que faço usando os pés e as mãos. Esse vídeo não é uma vídeo-aula somente para bateristas, pois foge um pouco daquele padrão normal pelo conteúdo do produto. Tem um vídeo clip com o backstage da Workshop Tour pelo Brasil, que aparecem trechos de quase todos os workshops que fiz no ano passado e também faço questão de mostrar a interação do público. Quem esteve nesses workshops tem chance de aparecer na tela em algum momento. Só esse clip, tem aproximadamente 30 minutos e aparece muita coisa legal. Tem também momentos engraçados em que as coisas deram erradas e também outros momentos maravilhosos que não poderiam ficar somente no meu arquivo pessoal.

Whiplash! - Em seu tempo de aprendizado como baterista, quais foram os seus grandes mestres e quais vídeos / livros / discos você recomendaria ou diria que são essenciais para qualquer baterista?

Aquiles Priester / Esse negócio de dizer que são essenciais para todos os bateristas é meio perigoso, pois o aprendizado de cada um, o poder de assimilação de cada um, é bem diferente do outro. O que posso dizer, é que no meu site (www.aquilespriester.com), na seção curiosidades, você encontrará as minhas inspirações e influências, mais de cem discos, muitas vídeo-aulas e alguns métodos que foram muito importantes para o meu aprendizado e aperfeiçoamento.

Whiplash! - Quais bateristas você destacaria atualmente, independentemente do estilo que toquem?

Aquiles Priester / Marco Minnemann pela sua extraordinária independência, o Gavin Harrison pelas suas polirritmias. O Max Kolesne pela sua velocidade e precisão e o Amilcar Cristófaro pela sua criatividade e concentração.

Whiplash! - Falando um pouco sobre o Angra. Vocês já trabalharam em estúdio, e estão agora no aguardo para o lançamento do disco. Como é está fase para vocês... digo, este período de espera até o lançamento?

Aquiles Priester / Esse período só não está sendo muito chato por causa dessas outras coisas que estou fazendo. Sempre que termino a gravação de um disco, já estou pronto para achar as partes que eu faria diferente, pois na minha cabeça a música nunca está pronta, ela sempre pode ser melhorada. Nos meus workshops, eu sempre toco as músicas com arranjos mais complexos do que elas estão no disco. Agora estou no processo de aprender a tocar as coisas que mudei na última hora durante as gravações. Está sendo bem difícil, pois têm coisas que nem me lembro direito o padrão que usei quando executei essas partes.

Whiplash! - Sabemos que neste período todo segredo é pouco, mas... Você poderia dizer alguma coisa do disco, das sessões de gravação, da banda atualmente?

Aquiles Priester / Esse com certeza será o disco mais pesado da carreira do Angra. Eu pude tocar como eu sempre gostaria de ter tocado no Angra, mas por uma questão de transição, que é bem normal, tive que me conter um pouco nos outros discos que gravei. Nesse trabalho, toda banda está tocando melhor. Posso afirmar que nesse disco o ANGRA está no ápice da sua carreira.

Whiplash! - Por mais que os músicos, a imprensa, ou os fãs neguem, uma hora ou outra sempre surge uma certa rivalidade na música, uma disputa. Como você vê isto, principalmente como um baterista e integrante de uma banda que sofreu disso como poucas, pois se criou uma rivalidade enorme entre SHAMAN e Angra, se não pelos membros, pela imprensa, se não pela imprensa, pelos fãs, se não pelos fãs, por alguém...

Aquiles Priester / Essa rivalidade só existe na cabeça de outras pessoas, não nas nossas. Talvez exista algo entre a formação original, mas não entre a gente. Como posso falar a respeito de coisas que não vivi? Como posso falar de pessoas que não conheci?

Whiplash! - Falando em rivalidade e em procurarmos sempre o melhor músico em cada instrumento, a melhor banda, e coisas afins... Há um fato inesquecível na sua carreira que foi a participação no Altas Horas de Serginho Groisman. No mesmo dia, o Barão Vermelho marcou presença com o Guto Goffi e em determinado momento, o apresentador do programa quis ver os dois bateristas em ação, você e ele . Parecia nitidamente que você segurava as pontas, respeitando o Guto Goffi. Este foi um comentário geral tendo você feito isto realmente ou não. Qual foi a repercussão desta apresentação para você?

Aquiles Priester / O Guto estava naquela noite substituindo a Vera Figueiredo no Programa. Mais tarde eu também fui tocar num sábado que a Vera tinha outros compromissos... E foi fantástico!!! Quanto ao fato do dueto com o Guto, foi algo bastante amigável e em momento algum minha intenção foi mostrar se sou melhor ou não, tanto que se você lembrar, comecei tocando somente um groove bem simples. Lembro-me que no início de minha carreira todas as bandas nacionais dos anos 80 e seus bateristas, foram grandes influências para mim. O Guto também foi uma influência para mim. Depois da gravação do Programa, conversamos na boa e não ficou nenhum tipo de ressentimento. Já nos encontramos em outras ocasiões e conversamos sobre outras coisas... Nem falamos disso.

Whiplash! - Aproveitando que estamos neste tópico, eu gostaria de saber sua opinião sobre estes dois fatos, os quais considero, no mínimo, engraçados ou diferentes, e marcantes nos últimos tempos em relação à bateria.

Whiplash! - A tão discutida bateria de Lars Ulrich em St. Anger

Aquiles Priester / O som da caixa realmente não me agrada, mas o Lars sempre teve uma personalidade muito forte e inovadora. Ele sempre será respeitado, mesmo quando suas atitudes não forem entendidas.

Whiplash! - O fato do novo baterista do Megadeth, Vinnie Colaiuta, ser praticamente um ex-Sandy & Júnior. Normal, vida de músico é assim mesmo, outros (Dave Weckl, Greg Howe, etc) já fizeram o mesmo...?

Aquiles Priester / Não vejo problema nenhum. Ninguém irá dizer que eles tocam menos por causa disso. Tenho certeza que eles só aceitaram o trabalho por acharem que seria algo digno da assinatura deles. Quanto ao Colaiuta, podem ter certeza que ele fará um trabalho brilhante. Acho pouco provável que alguém imagine o contrário.

Whiplash! - Aproveitando que falamos de Megadeth, numa recente entrevista o ex-guitarrista da banda, Marty Friedman, disse das dificuldades e limitações que o nome MEGADETH ("Megadeeeeeeaaaaaath" segundo ele) trazia quanto ao estilo que ele poderia tocar, desenvolver. Você vem tocando numa banda de heavy metal, sendo considerado um músico que realmente toca pesado e até as imagens da sua vídeo aula, o "monstro" desenhado, seu rosto (metade Aquiles, metade "Jason"?) estão te trazendo para um lado mais heavy de fato. Você pensa que isso pode ser prejudicial para sua carreira num futuro? Há interesse de sua parte em tocar e realizar gravações em outros estilos futuramente?

Aquiles Priester / Eu sempre quis ser um baterista de Heavy Metal. Isso é a minha vida. Dois bumbos são a minha vida. Mas em momento algum eu me preocupei com essa visão que você está tendo sobre esse assunto. Sou muito eclético e gosto muito de outros estilos de música. Ouvir outros estilos é fundamental para o desenvolvimento de qualquer músico. Eu toquei em bandas Cover e de Baile por muito tempo, mesmo quando eu já queria tocar Heavy Metal e isso faz com que eu toque Heavy Metal de outra maneira, harmonizando a bateria de forma bem pessoal. Se aparecer a chance de eu gravar um disco de outro estilo, e eu achar que eu farei esse trabalho bem feito, não terá problema nenhum. O radicalismo só limita os horizontes.




Whiplash! - Por falar em guitarristas, poucas pessoas sabem, mas você é praticamente um maníaco por guitarra também. Você toca, já tocou? Quais são seus guitarristas prediletos e como veio essa paixão pela guitarra?

Aquiles Priester / Eu comecei a ouvir discos de guitarristas por influência de um amigo que me dizia que tinha muitos bateristas bons nesse estilo. E isso é verdade. Os melhores discos, os que mais me influenciaram são de guitarristas virtuosos. Eu toco um pouco de violão e isso me ajuda compor algumas harmonias e linhas vocais para as músicas do Hangar. Os meus guitarristas preferidos são: Tony MacAlpine, Greg Howe, Joey Tafolla, Neil Zaza, Marty Friedman, Paul Gilbert, George Bellas, Jason Becker e o Chris Impellitteri.

Whiplash! - Qual seria a sua mensagem para os fãs que estão ainda pensando em comprar a vídeo aula e para aqueles ansiosos pelo novo álbum do Angra? Deixe seu recado a eles e a qualquer outra pessoa que desejar...

Aquiles Priester / O disco realmente está matador e tenho certeza que vocês ficarão surpresos com a nossa “nova” abordagem musical. Sobre o meu DVD, eu quero dizer que esse vídeo foi feito pensando em vocês. Todos os detalhes da minha performance estão bem claros e todas aquelas dúvidas que vocês poderiam ter ouvindo o disco estão nesse vídeo de forma bem objetiva. Tem também uma entrevista bem legal em que falo um monte de coisas inéditas. Boa sorte para todos vocês!!!



alguns videos drummerworld:




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Última edição de _TASSE_ : Dom, 10 de Junho de 2007 às 16:03.
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Nome completo: Aquiles Priester
Data de nascimento: 25/06/1971
Local: Ojto (Sudoeste Africano)

Influências e inspirações: Nicko McBrain, Deen Castronovo, Gene Hoglan, Scott Travis, Richard Christy, Marco Minnemann, Neil Peart, Tommy Aldridge, Akira Jimbo, Kevin Soffera, Gavin Harrison, Asgeir Mickelson, Mike Portnoy, Shane Gaalaas, Nick D’Virgilio, Arve Heimdal, Dirk Bruinenberg, Bobby Jarzombek e Virgil Donati.

Primeiro disco nacional comprado: Nós Vamos Invadir sua Praia (Ultraje a Rigor)
Primeiro disco Internacional comprado: Somewhere in Time (Iron Maiden)

10 Discos mais ouvidos de todos os tempos: Maximum Security (Tony Macalpine), Symbolic (Death), Beneath the Remains (Sepultura), Somewhere in Time (Iron Maiden), Second Heat (Racer X), Infra Blue (Joey Tafolla), Introspection (Greg Howe), Go Off (Cacophony), Premonition (Tony MacAlpine) e Dragon’s Kiss (Marty Friedman).

Primeiro show visto: Rock Foz (Lobão, Magazine, Dr. Silvana e etc.)
Primeiro show de Heavy Metal visto: Sepultura em Porto Alegre.

Filmes Preferidos: • Silêncio dos Inocentes, Hannibal, Dragão Vermelho, A Profecia, Seven, Sexto Sentido, Beijos que Matam, O Colecionador de Ossos, As Duas Faces de um Crime, O Iluminado, Efeito Borboleta, Jogos Mortais, Suspeito Zero, Sin City, Os dois filhos de Francisco, O Aviador, A Espera de um Milagre, Um Grito de Liberdade, Em busca da Terra do Nunca, O Terminal, O Apanhador de Sonhos, Chave Mestra, etc.

Livros Preferidos: • Hannibal – Thomas Harris
• Titanic (Cada um por si) – Beryl Bainbridge
• Serial Killer – Ilana Casoy
• Os Caminhos da Solidão – Hermilo Borba Filho
• De Virgulino a Lampião – Vera Ferreira & Antonio Amaury
• Mentes Criminosas & Crimes Assustadores – John Douglas e Mark Olshaker
• Pequeno Manual para Grandes Empreendedores – John Maxwell

Hobbies: • Coleciono latas, garrafas e objetos da Coca-Cola do mundo todo.
• Sou um grande fã das inúmeras histórias sobre Transatlântico Titanic e também possuo algumas réplicas e muitos livros sobre o assunto.
• Gosto de ler livros e ver filmes sobre Serial Killers.

Discos preferidos:

AC/DC – Back In Black
Aerosmith – Pump
Alice in Chains – Facelift, Dirt, Unplugged
Anthrax – Sound of White Noise
Arch Enemy – Wages of Sin
Arjen Lucassen’s Star One – Live on Earth
Ark – Burn the Sun
Artension – Into the eye of the Storm, Forces of Nature
Black Sabbath – TYR, Dehumanizer, Cross Purposes
Bon Jovi – Have a nice Day
Bruce Dickinson – Tattoed Millionaire
Cacophony – Go Off
Casiopea – World Tour 88
Conception – Flow
Control Denied – The Art of Fragile Existence
Daemon – Eye for an Eye
Dave Matthews Band – Crash
Dave Weckl – Hard-Wired, Heads Up
Death – Symbolic
Deep Purple – Smoke on the Water Tribute
Djavan – Ao Vivo Volume I
Dream Theater – Awake, Scenes from a Memory, Octavarium
Elegy – Manifestation of Fear
Extreme – III Sides of Every Story
Fight – War of Words
Fool’s Garden – Dish of the Day
Frank Gambale – Passages
Frank Solari – Frank Solari, Um Círculo Mágico
Gamma Ray – Blast from the Past
Gavin Harrison – Sanity & Gravity
George Bellas – Turn of the Millennium, Mind Over Matter
Gilberto Gil – Quanta Gente veio ver (Ao Vivo)
Greg Howe – Introspection, Hyperacuity
Greg Howe, Victor Wooten, Dennis Chambers – Extration
Grip Inc. – Power of Inner Strength
Helloween – Keeper of the Seven Keys – Part II, Chamaleon
Impellitteri – Eye of the Hurricane, Victim of the System
Inocentes – Pânico em S.P.
Iron Maiden – Somewhere in Time
Joe Satriani – The Extermist
Joey Tafolla – Infra Blue
John Lennon – Lennon Legend (The Very Best of John Lennon)
Journey – Escape, Tryal By Fire, Greatest Hits Live, The Essencial, Arrival
Judas Priest – Painkiller, Jugulator
Kamikaze – Kamikaze
King Diamond – Abigail, Them
Kiss – Unplugged
Krisiun – Conqueros of Armaggedon
Led Zeppelin – Led Zeppelin III
Marillion – Misplaced Childhood
Marty Friedman – Dragon’s Kiss
Meshuggah – Nothing
Metallica – Master of Puppets, …And Justice for All
Mike Terrana – Shadows of the Past
Miles Davis – Tutu, The Best of Miles Davis
Mr. Big – Big, Bigger, Biggest! The Best of Mr. Big
Neil Zaza – Staring at the Sun
Oasis – Definitely Maybe
Old Man’s Child – ILL-Natured Spiritual Invasion
Pain of Salvation – Remedy Lane
Pantera – Cowboys from Hell, Vulgar Display of Power
Paralamas do Sucesso – Arquivo I e II
Planet X – Live from OZ, MoonBabies
Plebe Rude – O Concreto já Rachou
Queen – The Greatest Hits I, II e III, A Kind of Magic
Queensrÿche – Empire, Promise Land, Hear in the Now Frontier
Racer X – Second Heat, Extreme Volume I e II
Rata Blanca – Magos, Espadas Y Rosas, El Caminho Del Fuego
Ring of Fire – The Oracle, DreamTower
Rush – Permanent Waves, Moving Pictures, Presto, Roll the Bones, Counterparts, Test for Echo, Rush in Rio
Sepultura – Beneath the Remains, Chaos AD
Simply Red – Stars
Slayer – Reign in Blood, South of Heaven, Season in the Abyss, God Hates Us All
Spiral Architect – A Sceptic’s Universe
Spyro Gira – Hear of the Night
Steve Vai – Alien Love Secrets
Sting – Fields of Gold (The Best of 1984/1994)
Strapping Young Lad – City
Stratovarius – Visions
Stuart Hamm – Kings of Sleep
Stuck Mojo – HVY1
Suzane Vega – Solitude Standing, Retrospective
Symphony X – The Divine Wings of Tragedy, V, The Odissey
Tears for Fears – Tears Roll Down (Greatest Hits 82-92)
Terry Bozzio & Billy Sheehan – Nine Short Films
Testament – Demonic, The Gathering
The Beatles – N° 1
The Chick Corea – The Elektric Band
The Corrs – In Blue
The Cult – Electric, Sonic Temple
The Cure – Kiss Me
The Haunted – Made me do it
The Police – Every Break you Take (The Singles)
Tony MacAlpine – Maximum Security, Madness, Premonition, Evolution
Torture Squad – Pandemonium
U2 – The Best Of (1980-1990)
Van Halen – 1984, 5150, F.U.C.K.
Vera Figueiredo – Cruz Island
Vers Over – House of Bones
Vinnie Moore – Mind’s Eye, Live, Defying Gravity
Virgil Donati – Stretch, Serius Young Insects
Vital Remains – Dechristianize
Wallflowers – Breach
Whitesnake – Slip of the Tongue
Will Dogs – Man’s Best Friend and Reign of Terror
Yes – Talk
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