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Bandas e Música em geral Aqui fala-se da música e das suas tendências, das bandas e dos seus músicos, bem como dos álbuns (CDs e CVDs de música não considerados como didácticos ou de aprendizagem de bateria).


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Não lido Sex, 19 de Abril de 2013   #1
Miguel Martinho
 
Membro desde: 3-Abr-2006
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Miguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luz
Conversa sobre formas de comercialização de música no mercado musical actual

O mercado e a industria da música mudou muito na última década. Não falo dos métodos de gravar e de ouvir, mas como a música é actualmente distribuída ao público e como é comercializada.

Claramente que o formato CD está em vias de extinção. Há quem afirme que daqui a 5 anos o CD deixa de ser um suporte válido/útil para comercialização de música.

Posto isto, que sentido faz hoje em dia as bandas gastarem centenas, ou mesmo milhares, de euros na produção de 1 CD. Atenção que estou só a falar da parte da produção do CD em si, ou seja, a parte em que vai para a fábrica onde os CDs são gravados e empacotados.
Tal como referi, a parte da gravação do album/músicas não está nesta conversa.

Vejo bandas novas a seguirem o método tradicional de enviarem o seu álbum acabado de sair do estúdio para as empresas de produção/reprodução de CD onde vão gastar muito dinheiro - e já nem falo do investimento extra que terão de fazer no design do artwork.

A minha dúvida é, quem compra os CDs? Os computadores portáteis hoje em dia já nem leitor de CDs trazem. A grande parte dos ouvintes hoje em dia usa aparelhos de reprodução de MP3, o mercado da venda de música on-line está em crescimento de uma forma que até vai contra alguma previsões recentes.

Se o futuro próximo, ou melhor, se hoje o mercado está virado para a venda online de música, porque é que as bandas novas gastam milhares de euros em CDs quando podiam usar esse dinheiro em marketing à banda?
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Não lido Sex, 19 de Abril de 2013   #2
Sardinha
 
Membro desde: 22-Jul-2008
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Sardinha está no bom caminho
Re: Conversa sobre formas de comercialização de música no mercado musical actual

Este assunto é um assunto complicado, eu sou apreciador do CD em formato fisico. Apesar de não comprar tantos cd´s com há uns anos atrás é um facto. Eu gosto de ter cd´s orginais das bandas que gosto, e como membro de uma banda que já gravou uns cd´s também gosto de ajudar as outras bandas neste caso especialmente as nacionais. O ultimo cd que gravei senti bem a diferença nas vendas....mas cada vez apostamos mais em gravar com qualidade mas no fim o artwork e a duplicação por uma maneira mais economica. O proximo cd penso que será ainda com um orçamento mais reduzido. Mas cada vez mais as bandas estão a disponibilizar de modo gratituito o cd na internet para download é um facto.
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Não lido Sex, 19 de Abril de 2013   #3
Miguel Martinho
 
Membro desde: 3-Abr-2006
Local: Bobadela/Lisboa
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Miguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luz
Re: Conversa sobre formas de comercialização de música no mercado musical actual

Eu também gosto de CDs! Comprava muitos CDs há uns anos atrás, mas há talvez uns 2 anos ou mais que não compro nenhum. Tenho as colectâneas inteiras de algumas bandas que mais gosto.
Não gosto de MP3, não gosto do conceito de se venderem músicas à unidade quando pertencem a um album, etc.
Sou totalmente contra estado actual da comercialização da música porque vai dar cabo dos discos conceptuais e as grandes obras da história da música têm uma base conceptual.

Mas ao mesmo tempo, acho um desperdício de fundos as bandas novas tentarem ir pelo caminho tradicional do lançamento de um CD. Ninguém compra "aquilo" a não ser os amigos que põe na prateleira e que nunca o vão ouvir, até porque muitos já nem leitores de CD tem.

Mesmo tentando o lançamento com gastos reduzidos, em que a banda produz o artwork, grava os CDs em casa, gasta alguns euros na gráfica para a reprodução das capas, etc..., estas poucas centenas de euros poderiam ser usadas em marketing, ou em outro investimento actual na banda.

Se vocês virem os grandes "hits" do momento. Aquelas coisas que causam milhões de clicks no youtube, que aparecem nas capas dos jornais, que toda a gente fala, etc., é o quê? 1 música só (seja parva, muito má ou não, mas é apenas 1 música).

Nas entrevistas de rua "à boca" dos concertos das bandas novas já não se ouvem os fãs a dizer que o último album está genial. O que ouvem é que a música é muito fixe, que sabem a letra, bla, bla.
O conceito de Álbum?! É uma palavra que vai para a prateleira da história juntamente com o CD.
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Não lido Sex, 19 de Abril de 2013   #4
enes

 
Membro desde: 8-Fev-2008
Local: esposende/ caracas VEN
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enes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luz
Re: Conversa sobre formas de comercialização de música no mercado musical actual

a venda de cd´s esta pela hora da morte.
lembro-me que há uns brutos anos atras comprava-se um disco vinil só com a musica que se gostava, isto veio outra vez ao de cima mas em outro formato... net.

eu acredito que cada vez mais os musicos apostarao mais na oferta da musica ou download da mesma por uns míseros cêntimos na expectativa de que esse mesmo pessoal que comprou ira ver um ou ais concertos da banda quando passar perto da zona de residência.
o marqueting se fara de outra forma, t-shirts, bonés, fitinhas, pulseirinhas ect. não comprou o cd por 15 euros... compra a t-shirt por 20... prontos...

assim sendo dispensa-se a venda ou produção desse cd para apostar mais no teatro em cima de palco... vendo dessa maneira os músicos não serão apenas músicos como também actores na própria musica... timing perfeito ou levas com as lavaredas nas trombas....

aqui temos um dos maiores músicos da época.

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Não lido Sáb, 20 de Abril de 2013   #5
AlexXx
 
Membro desde: 14-Abr-2008
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Mensagens: 214
AlexXx é uma jóia em brutoAlexXx é uma jóia em brutoAlexXx é uma jóia em brutoAlexXx é uma jóia em bruto
Re: Conversa sobre formas de comercialização de música no mercado musical actual

Este é , de facto, um assunto delicado, e que nos toca a todos - músicos.

Antes de ser músico , sou um apreciador de música. Um ouvinte, e, como ouvinte e apreciador que sou, tenho várias bandas preferidas, que gosto muito e que aprecio o trabalho.

A era dos downloads está aí para ficar - para bem ou para mal - e claro que não posso negar que tenho os álbuns todos de todas as bandas que gosto, e que foram "gratuitas". Está errado? Em parte, está. Em parte, não.
Em pequeno não se tinha mp3, nem downloads, mas felizmente as cassetes para o Walkman eram um tesouro (a minha preferida, com 12 anos, era dos Papa Roach!)...mais tarde os CD's, e então depois, os leitores de mp3. Mas ninguém pensou bem nisto... então, vamos lá ver...
Nós vivemos num país em que só à bem pouco tempo é que o serviço do iTunes , e outros serviços de venda de música em formato digital, é que começaram a funcionar... na altura não havia nada disso, nem outros meios de comprar música às bandas digitalmente... estavam à espera que se fossem buscar os mp3's onde?! Claro que as pessoas sacavam as músicas, era para isso que servia o leitor de mp3!!! Se não o que é lá iam pôr? Iam ter que 'pagar' por um programa para convertes os ficheiros .cda que vêm nos cd's para então depois meter no leitor? ...Não me parece.

Mas então e as bandas? Como é que ficam as bandas?
Pois, as bandas, e os artistas, ficam mal... as vendas já não são o que eram, e as coisas complicam-se. Mas há uma coisa que eu adoro nesta era digital:
* 80% das minhas bandas de eleição, não o seriam, nem eu iria saber o quanto gostava delas, se não tivesse feito o download dos álbuns. Como é que eu ia saber o que é que lá estava, se não fizesse o download e ouvisse? Os 30 segundos que o iTunes disponibiliza são nada mais que um crime, se eles acham que em 30 segundos consigo saber se uma música é boa ou não. Não. Fiz o download, sim senhor. Fiz, e ouvi, e gostei. E comprei.
Era aqui que eu queria chegar.
Desde à mais de um ano para cá, que tento todos os meses (embora nem sempre possa) comprar um dos meus álbuns preferidos. Neste momento, felizmente, possuo um colecção já generosa (pela qualidade, e não pela quantidade) de álbuns fantásticos, que adoro, e comprei, paguei e com muito gosto. Para terem uma ideia, a minha mais recente compra chegou a semana passada. O primeiro EP dos Dave Mackay Group (excelente!), acabadinho de lançar, e tive que encomendar dos E.U.A, e digo-vos já que paguei os 18$ com gosto, por um EP de 5 músicas!

Quero com isto dizer que... 'o CD vai morrer'? Penso que não, ou pelo menos não tão depressa. O CD deixo de ser tanto o alvo, isso sim, mas o apreciadores e fãs, continuaram a comprar. Eu quando gosto, tento apoiar e compro, sempre que posso.

E mais e mais as bandas estão a querer voltar ao vinil, seja isso bom ou não, mas as pessoas gostam, sempre gostaram, de ter as músicas em formato "físico". Algo que possam pegar, abrir a caixa, folhear o livrete, ler coisas sobre a banda que ainda não sabiam, apreciar aquele objecto que representa uma era na história daquela banda. Isso vai ser para sempre. Seja em CD, em vinil, ou em cassete. E nisso o mp3 vai sempre perder.


Para concluir queria só dizer que concordo que o dinheiro que se gasta em multiplicação e replicação de CD's para venda seja cada vez mais, mal gasto... porque é desperdiçado mas espero que a tendência mude, e mais gente apoie as bandas que gosta.
AlexXx não está cá agora...   Citar esta Mensagem
Não lido Sáb, 20 de Abril de 2013   #6
Miguel Tavares
 
Membro desde: 4-Ago-2010
Local: Lisboa
Mensagens: 759
Miguel Tavares será famoso em breveMiguel Tavares será famoso em breve
Re: Conversa sobre formas de comercialização de música no mercado musical actual

Eu sou de opinião de que daqui a uns tempos a pirataria irá eventualmente deixar de existir, por isso as bandas vão passar ainda mais a utilizar plataformas como o iTunes e vender as suas músicas por meros cêntimos, apenas para que consigam ter algum lucro.
Se vale a pena deixar de fazer CDs? Penso que não, pois como já foi dito, ainda existe uma percentagem razoável que gosta de ter albúns fisicos. Apenas acho que se devia arranjar meios mais baratos de distribuir e gravar os CDs, visto que as vendas também foram afectadas.
O vinil também se deixou de comercializar, mas passado um tempo as vendas começaram a subir novamente, penso que isto possa vir a acontecer com os CDs também...
Por isso, não só os músicos têm de se adaptar, como estas gravadoras/distribuidoras deviam-se adaptar também. Talvez com o mesmo preço, oferecer um site oficial às bandas onde se possa fazer download de músicas da banda por cêntimos, ou outras opções do gênero...

E temos de considerar também que estamos em época de crise financeira, e por isso as vendas de álbuns devem estar a ser bastante afectadas. Eu por exemplo só não compro um álbum novo todos os meses porque ainda não tenho meios para isso. Apesar de gostar bastante da ideia de ter os álbuns físicos das bandas que mais gosto e ouço!
Miguel Tavares não está cá agora...   Citar esta Mensagem
Não lido Sáb, 20 de Abril de 2013   #7
bubblept
 
Membro desde: 15-Abr-2013
Local: Aveiro
Mensagens: 34
bubblept é uma quantidade desconhecida por enquanto
Re: Conversa sobre formas de comercialização de música no mercado musical actual

Boas,

Permitam-me primeiro distinguir áudio digital da "mania" de comprar música "tema-a-tema", já que me parece que uma coisa são implica a outra. MP3, MP4, AAC, FLAC são formatos digitais de áudio tal como o CD já o era (PCM), portanto o problema não está no formato.

Por questões de espaço físico, transferi toda a minha discografia para um disco duro (dois, na verdade, por segurança) e não é por isso que deixo de apreciar música "ao álbum".

Reconheço que o facto de alguns serviços de venda de música digital permitirem a venda tema-a-tema pode incentivar o consumo nessa perspectiva, mas antes também havia os singles e não era por isso que deixava de haver álbuns conceptuais.

Veja-se ainda o caso das bandas stoner, cuja distribuição é maioritariamente digital, e continuam a fazer álbuns conceptuais.

Assim, parece-me que não são os MP3 que estão a matar os álbuns, as razões estarão algures entre as editoras, os revendedores e suas políticas de preço, as preferências do público e as próprias bandas.

Quanto à distribuição digital em si, é um pau de dois bicos. Por um lado, permite a pequenas bandas darem-se a conhecer pelo mundo fora com mais facilidade. As bandas podem hoje usar modelos de distribuição como o Bandcamp, em que os álbum podem ser disponibilizados a um preço fixo, ou variável conforme a vontade (e possibilidades) do comprador. Podem também usar campanhas de angariação para gravar os próprios álbuns, compensando depois os fans com cópias do trabalho gravado. E isto sem ter de lamber botas a editoras ou sacrificar a sua integridade musical. Por outro lado, dificilmente uma banda ganhará muito dinheiro com estes modelos. Mas, verdade seja dita, já não o ganhavam antes, salvo raras excepções.

A minha forma de interpretar o assunto é que o áudio digital veio para ficar, quer se goste quer não. Por isso, mais vale fazer dele um aliado do que um inimigo. Na minha opinião, o erro das editoras foi tentar remar contra esta maré e evitar o inevitável, o que fez com que fossem as empresas do mundo tecnológico (Apple, Amazon, etc.) a encontrar modelos lucrativos de venda de áudio digital. Este foi um erro grave das editoras e que, provavelmente, as condenou ao obseletismo.

Em suma, se não podemos vencê-los, juntêmo-nos a eles. Há que fazer o máximo uso da Internet e distribuição digital para divulgar os nossos trabalhos. As receitas, essas terão de vir dos espectáculos, tendo em conta que estes serão tão mais frequentados quanto mais divulgada for a banda e o seu trabalho.

Abraço e desculpem o testamento.
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Miguel Santos

Última edição de bubblept : Sáb, 20 de Abril de 2013 às 17:28.
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Não lido Sáb, 20 de Abril de 2013   #8
Bernardo Nobre
 
Membro desde: 4-Jul-2011
Local: Rio Maior
Mensagens: 444
Bernardo Nobre será famoso em breve
Re: Conversa sobre formas de comercialização de música no mercado musical actual

Eu vou falar por mim. Eu amo ter cd's, tenho alguns que comprei e tão guardados de maneira religiosa, tenho alguns deles autografados pela banda. e mesmo gastei uns bons cobres em alguns vinis que queria ter, como o Thriller do Michael Jackson, ou um que tenho do Elvis. No entanto, tenho de concordar que hoje em dia, temos de ir pelo mais prático, e estamos numa era digital, e eu gostando muito de cd's, não posso sair de casa sem o iPod, porque estão lá milhares de coisas, que não poderia ter tudo junto se não fosse os métodos digitais, e estou-lhes muito gratos por estarem cá. Concordo a 100% com o Miguel Tavares, pois, os músicos, têm mais probabilidade de vender a pessoas que gostam talvez de 1 música no album de 20, que provavelmente não comprariam
__________________
[ex-Dusk]
DrumCraft Series 6
Istanbul Mehmet Samatya /Sabian APX /Zultan Aja
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Não lido Sáb, 20 de Abril de 2013   #9
Miguel Martinho
 
Membro desde: 3-Abr-2006
Local: Bobadela/Lisboa
Mensagens: 7.215
Miguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luz
Re: Conversa sobre formas de comercialização de música no mercado musical actual

Obviamente que os ouvintes de música mais tradicionais, que vivem mais a música, etc., gostam do CD (e ainda mais do vinil).
Eu tenho centenas de CDs ali em prateleiras e alguns já nem oiço há anos. Tenho também alguns vinis.

A juntar a isto tudo o leitor de música mais uso actualmente é o Nokia Music... a portabilidade hoje em dia é algo tão entranhado na sociedade que já nem passa por ser opção.
Quantas centenas de pessoas vejo em durante o dia a ouvir música nos transportes. Aposto que nenhuma daquelas vai com um leitor de CDs e aposto que mais de metade nem compra CDs já anos.
Já tive muitas bandas de originais desde que comecei a "brincar aos músicos". Comecei por gravar ainda em K7 (o CD era algo luxuoso e completamente inacessível a bandas em começo de carreira).
Gravei em CD com o método de reprodução em casa e com método de reprodução na fábrica.
O último CD que gravei há meia-dúzia de anos já questionei se seria viável continuar a investir neste suporte.

Estamos em 2013. Existem "montes" de sites de venda de música on-line. Qualquer smartphone hoje em dia tem uma ligação a uma loja online. Nós em qualquer local hoje em dia podemos comprar música a 99 cêntimos cada uma. Basta irmos à loja virtual e comprar.
Existem apps de streaming musical que até de borla podemos ouvir milhares de músicas, ou com uma pequena anuidade podemos "sacar" esses álbuns/músicas para o nosso telefone.
No meio destas inovações todas, onde é que cabe o CD?!
Só mesmo em casa na prateleira, porque de resto não vejo onde é que o CD possa combater com isto.

O vinil compreendo que sobreviva porque tem algo que o CD nunca teve. A paixão e aquele feeling que o CD nunca teve. O vinil dá-nos o verdadeiro artwork de um álbum e tem aquela mágica associada.

As editoras já mudaram a estratégia. Não parece mas já mudaram. Cada vez mais poupam nas edições em CD (p.ex., em vez de 10 milhões de CD já só gravam 5 milhões e usam as plataformas digitais para comercializar o resto com menos custos).
A procura baixou drasticamente e hoje em dia os tops já são feitos com base na venda online.

Lembro-me de há anos um artista qualquer ter inovado na maneira de distribuir a música. Vendeu o seu álbum num cartão de memória. Lembro-me de outros quantos que lançaram músicas sem editoras por trás, simplesmente recorreram aos serviços online de comercialização de música.
Se os nomes internacionais da música estão a mudar, porque é que as bandas em início de carreira continuam a batalhar num mercado sem saída?

O CD é giro? sim, mas também o quadro que tenho ali na parede e que só serve mesmo para enfeitar.


Edit:
O meu objetivo com este tópico também é meter as bandas novas a serem mais racionais nas opções, em especial nas opções que envolvem largas quantias de dinheiro a gastar.
Eu não quero ter razão nem quero dizer que as bandas estão erradas ou certas, apenas que analisem bem o mercado actual e analisem os investimentos que fazem e de que forma.
__________________
Baquetas BateristasPT-Missom

Última edição de Miguel Martinho : Sáb, 20 de Abril de 2013 às 19:06.
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Não lido Sáb, 20 de Abril de 2013   #10
benpcampos
 
Membro desde: 18-Jun-2011
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Mensagens: 51
benpcampos está no bom caminho
Re: Conversa sobre formas de comercialização de música no mercado musical actual

Concordo o que foi dito (ter cd's é bom, mas que a portabilidade de mp3's e a tendência "single" "destrói o CD").
Eu posso dizer que não costumo comprar CD's, não só pelo preço, mas também porque a sua utilização já não é fácil (não tenho aparelhagem).

Posso-vos dizer, no entanto, que há por aí muitas oportunidades para apostar, com tecnologia actual e que se encontra a meio termo entre o analógico e o digital (por exemplo):
- as pens estão cada vez mais baratas, e a sua personalização e adaptação a diversos ambientes é bastante grande.
- os códigos QR podem ser utilizados como portais do mundo físico para o digital.
entre muitas outras que me podem ir ocorrendo.

O mundo é feito de mudanças, e esta mudança vai trazer (e tem trazido) muitas oportunidades para os (novos e velhos) músicos.
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Não lido Dom, 21 de Abril de 2013   #11
enes

 
Membro desde: 8-Fev-2008
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enes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luzenes é um glorioso foco de luz
Re: Conversa sobre formas de comercialização de música no mercado musical actual

tambem temos que ver que para uma banda, entre a gravacao do EP e a producao do CD o preco nao difere muito.

consegues gravar o EP por menos de 1000 euros e tratar de toda a producao do CD por outros 1000.

agora temos que ver se realmente valera a pena gastar 1000 euros em mais ou menos 1000 CD's para depois oferecer... sim oferecer.. porque quem quer fazer-se reconhecer tera de oferecer e deixar a pirataria trabalhar por si.

no meu ver.. o que uma banda, com um EP lancado, o que mais quer e ser falada, reconhecida, ter concertos, aparecer em radios e programas televisivos ate obter o famoso contrato que os lancara ao estrelato... ai... ja nao me preocuparei com questoes monetarias sobre quanto custa fazer uma gravacao... preocuparei-me mais sobre a pirataria do meu album...

pois e.... antes de sermos conhecidos nao nos importamos, depois de sermos alguem ate ficamos fulos com os meios que foram utilizados para chegarmos ao nivel dos grandes palcos.

e esta heim ?
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Não lido Seg, 22 de Abril de 2013   #12
bubblept
 
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Mensagens: 34
bubblept é uma quantidade desconhecida por enquanto
Re: Conversa sobre formas de comercialização de música no mercado musical actual

Viva,

Isso agora já é mais complicado. Só alguém que tenha passado pelas duas situações é que poderá confirmar se assim é. Pelos artistas que conheço, a postura parece-me variar mais com o artista do que com o estatuto de reconhecimento.

Os Radiohead e os Nine Inch Nails são exemplos emblemáticos de bandas que optaram pelo modelo "paguem quanto quiserem, mesmo que seja nada". Resultado: 6 milhões de dólares para os primeiros e 1,5 milhões para os segundos, para além de uma divulgação dos respectivos trabalhos com um alcance que provavelmente não teria sido possível com lançamentos "tradicionais".

Por agora não me importo nada que copiem o meu trabalho, quanto mais fans melhor (aliás, a minha banda disponibiliza o seu trabalho precisamente no modelo "paguem quanto quiserem).

Quando for famoso, venho aqui confirmar se mantenho esta postura

Abraço,
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Miguel Santos
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Não lido Seg, 22 de Abril de 2013   #13
Miguel Martinho
 
Membro desde: 3-Abr-2006
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Re: Conversa sobre formas de comercialização de música no mercado musical actual

Há uns tempos atrás recebi um conceito interessante em substituição do CD (neste caso não era música, mas o conceito dá para edições musicais).
Era como se fosse um CD Digipak (capa de cartão desdobrável), só que em vez de ter o CD lá dentro, tinha uma pendisk USB personalizada.

Isto é uma ideia para reaproveitar o design dos CDs mas com um conteúdo físico adaptado aos dias de hoje.
E quem diz penUSB pode trocar por um cartão de memória, um código QR do site onde está alojado o album/EP, etc.
Com imaginação e algumas habilidades de design é possível apresentar produtos inovadores que justifiquem o preço de venda (e este factor é muito importante).
__________________
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Não lido Seg, 22 de Abril de 2013   #14
benpcampos
 
Membro desde: 18-Jun-2011
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Mensagens: 51
benpcampos está no bom caminho
Re: Conversa sobre formas de comercialização de música no mercado musical actual

é isso mesmo Miguel Martinho, as oportunidades actuais são muito maiores e consegue-se manter o conceptualismo do objecto físico, as art works e as prateleiras cheias de "produtos"!
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Não lido Qui, 16 de Maio de 2013   #15
Madeira
 
Membro desde: 3-Abr-2006
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Madeira é um glorioso foco de luzMadeira é um glorioso foco de luzMadeira é um glorioso foco de luzMadeira é um glorioso foco de luzMadeira é um glorioso foco de luzMadeira é um glorioso foco de luzMadeira é um glorioso foco de luzMadeira é um glorioso foco de luzMadeira é um glorioso foco de luzMadeira é um glorioso foco de luzMadeira é um glorioso foco de luz
Re: Conversa sobre formas de comercialização de música no mercado musical actual

Essa ideia da memória USB dentro de uma caixa "digi-pack" (tamanho CD) é uma ideia MESMO interessante! Pessoalmente gostaria de ver isso avançar! Podes crer!

(tchiii... olha agora esta) Ainda sou do tempo dos discos de vinil com 12 polegadas...

Raios, um picture-disk do álbum "Master of Puppets a rodar no gira-discos era algo que me deixava babado...

Ou simplesmente ver a CAPA do álbum na sua plenitude de 30 cm de largura x altura...
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Não lido Qui, 16 de Maio de 2013   #16
Miguel Martinho
 
Membro desde: 3-Abr-2006
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Mensagens: 7.215
Miguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luzMiguel Martinho é um glorioso foco de luz
Re: Conversa sobre formas de comercialização de música no mercado musical actual

Mas o mais curioso é que as bandas continuam a lançar picture-disks!
Ainda há dias vi um duplo álbum em vinil de Iron Maiden, picture disk, da tourné mais recente.
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Não lido Qui, 16 de Maio de 2013   #17
benpcampos
 
Membro desde: 18-Jun-2011
Local: Lisboa
Mensagens: 51
benpcampos está no bom caminho
Re: Conversa sobre formas de comercialização de música no mercado musical actual

O Vinil há uns anos para cá que voltou a ganhar mercado, embora seja um bastante específico é lucrativo (também porque se pode fazer "Vasilhame" ao vinil ou reciclagem - os que não são vendidos são usados como matéria prima para os que vêm depois).

Acho que a industria musical vai - praticamente toda - para o digital (desde musica por stream, pay-per-download, oferta digital, etc). O vinil vai continuar a existir - haverá sempre os aficionados por esta industria - e acho que há espaço para uma nova categoria de produtos - memória USB dentro de uma caixa "digi-pack" ou outra coisa qualquer.
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Não lido Ter, 21 de Maio de 2013   #18
Roxo
 
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Mensagens: 4
Roxo é uma quantidade desconhecida por enquanto
Re: Conversa sobre formas de comercialização de música no mercado musical actual

Como grande amante de música não puder deixar de comentar um assunto que é, na minha opinião, muito polémico.
Partilho de algumas opiniões contrárias às de alguns membros que gostava de partilhar.
benpcampos provavelmente pertencemos a gerações diferentes, mas eu duvido muito que vinil persista por muitos mais anos. É raro encontrar na geração actual que detenha um vinil e muito menos um gira discos. Também houve um membro que referiu que a era dos downloads tinha os dias contado, outra afirmação com a qual não concordo.
Tal como vocês disseram a venda de música digital certamente evoluirá e substituirá o formato CD, no entanto haverá sempre alguém a fazer o upload desses mesmos ficheiros em algum site, disponibilizando assim o album/EP para quem o quiser. Nem querendo entrar na ideia de que qualquer coisa da qual tenha sido feita o "upload" se encontra numa base de dados que, com os conhecimentos certos, é passível de ser "hackeada" para sacar uns quantos ficheiros.
Roxo não está cá agora...   Citar esta Mensagem
Não lido Ter, 21 de Maio de 2013   #19
Miguel Martinho
 
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Re: Conversa sobre formas de comercialização de música no mercado musical actual

Sim, o download parece-me que vá ser cada vez mais importante, até porque os smartphones "só funcionam" com downloads (onde se pode incluir o streaming).

Com a ajuda de código QR ou NFC, qualquer banda pode ainda mais dinamizar o seu produto.

Porque não fazer posters a divulgar o seu novo trabalho com um código QR lá impresso?
Porque não usar NFC tags em certos locais onde a malta pode simplesmente conectar-se ao vosso trabalho rapidamente?!


As bandas novas têm de se actualizar-se a nível de tecnologia para perceber como chegar mais rapidamente ao público.
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Miguel Martinho não está cá agora...   Citar esta Mensagem
Não lido Ter, 21 de Maio de 2013   #20
benpcampos
 
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benpcampos está no bom caminho
Re: Conversa sobre formas de comercialização de música no mercado musical actual

Roxo acho que somos da mesma geração (segundo o que tens no teu perfil - também tenho 22 anos). O download está a ser a actual grande coisa, como já disse, desde sites de stream até downloads com autorização do autor das músicas e ficheiros.
No entanto acho que o CD tem os dias contados (o vinil não)...mas vão ter de existir alternativas FÍSICAS nesta industria que, como disse o Miguel Martinho, podem passar por Códigos impressos (barras ou QR), NFC's, RFIDs, TransferJet, Transponders, USB, SSD, Realidade Aumentada no Artwork etc etc etc...

Miguel Martinho: Não acho que esta revolução tenha de passar pelas bandas per si. Pode aparecer uma nova industria ou "discográfica" que crie um produto que possa ser comercializado - um template. Estou a trabalhar nisto com uns amigos a ver se chegamos a algo decente.
benpcampos não está cá agora...   Citar esta Mensagem
Não lido Ter, 21 de Maio de 2013   #21
Miguel Martinho
 
Membro desde: 3-Abr-2006
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Re: Conversa sobre formas de comercialização de música no mercado musical actual

Claro que se houver algo que crie essa plataforma, melhor!
Mas as bandas também têm de evoluir per si também e não "teimarem" na edição de CD.
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Baquetas BateristasPT-Missom
Miguel Martinho não está cá agora...   Citar esta Mensagem
Não lido Ter, 21 de Maio de 2013   #22
benpcampos
 
Membro desde: 18-Jun-2011
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Mensagens: 51
benpcampos está no bom caminho
Re: Conversa sobre formas de comercialização de música no mercado musical actual

Verdade.
benpcampos não está cá agora...   Citar esta Mensagem
Não lido Ter, 21 de Maio de 2013   #23
Miguel Martinho
 
Membro desde: 3-Abr-2006
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Re: Conversa sobre formas de comercialização de música no mercado musical actual

Citação:
Mensagem Original de benpcampos Ver Mensagem
Verdade.
AH! E boa sorte para o vosso projecto e que venha a ser uma referência de boa prática!
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Miguel Martinho não está cá agora...   Citar esta Mensagem
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